terça-feira, 8 de abril de 2014

Reflexão - Filipenses 4:11-13


v11 Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
v12 Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
v13 Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.



“Porque já aprendi a contentar-me com o que tenho” 


Paulo expressa uma verdade fundamental em sua vida, ele sabia viver a sua realidade, ou seja, ele conseguia ser feliz apesar do que acontecia na sua vida.

É interessante observar essa verdade, já que em sua maior parte, as igrejas evidenciam que para ter uma vida feliz é preciso ter e não ser. Não basta ser alguém do Reino de Deus, é necessário apresentar as possessões deste Reino em suas vidas para ser uma pessoa abençoada por Deus. Quando falo de Reino de Deus, não estou me referindo a igreja Reino de Deus do Edir Macedo, mas ao Reino de Cristo.

Jesus disse que o Reino de Deus não vem com aparência exterior, ao contrário do que muitos afirmam, e Paulo tinha consciência disso. É interessante notar que Paulo não tinha nenhum camelo zero quilometro, não tinha nenhuma indústria de tendas, apesar dele se sustentar com a fabricação de tendas na sua jornada evangelística. 

Ao lermos o novo testamento não vamos encontrar nenhum indicio de que os discípulos tinham riquezas, Pedro quando foi ao Templo com João, ao encontrar o coxo pedindo esmolas disse que não podia ajudá-lo financeiramente, mas que podia curá-lo em Nome de Jesus Cristo  (Atos 3:6). Indicando que ele não era nenhum empresário da pesca, apesar de viver da pesca. 

Paulo aprendeu a contentar-se com o que tinha: "em toda a maneira, e em todas as coisas ele era instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade".

Ele explica que seu contentamento vem, não das coisas que ele tinha nesta vida, mas em sua relação com o Senhor. O contentamento, nesta vida, é uma atitude aprendida (4:11). Em todas as coisas que Paulo sofreu por amor do evangelho (veja 1:17; 3:4-11; 2 Coríntios 11:23-30), ele aprendeu a manter sua atenção em Cristo (veja também 2 Coríntios 12:7-10). Se aprendemos a ter Cristo como o foco de nossa vida, a nossa circunstância material perderá sua importância (4:12-13).

As frustrações de não TER - Muitas pessoas estão frustradas espiritualmente porque não tem conseguido alcançar riquezas ou bens, acham que Deus não quer distribuir as riquezas do seu Reino com eles. A teologia da prosperidade criou na mente das pessoas a idéia equivocada de que só são abençoadas se tiverem ou alcançarem bens materiais, longe da realidade da bíblica. As Sagradas Escrituras não dão base para isso. 


* * *

Um pai, em uma situação muito confortável de vida, resolveu dar uma lição a seu filho ensinando o que é ser pobre. Ficaria hospedado por alguns dias na casa de uma família de camponeses. O menino passou três dias e três noites vivendo no campo. 
No carro, voltando para a cidade, o pai lhe perguntou: “Como foi sua experiência?” 
“Boa.” respondeu o filho, com o olhar perdido à distância. 
“E o que você aprendeu?”, insistiu o pai. 
“Que nós temos um cachorro e eles têm quatro. Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde têm peixinhos e outras belezas. Que importamos lustres do Oriente para iluminar nosso jardim , enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los. Nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte. Compramos nossa comida e esquentamos em microondas, eles cozinham em fogão à lenha. Ouvimos CD's, Mp3, eles ouvem a sinfonia de pássaros, sapos, grilos, tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho trabalhando sua terra. Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com suas portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos. Vivemos conectados ao celular, ao computador, sempre plugados, neuroticamente atualizados. Eles estão "conectados" à vida, ao céu, ao sol, à água, ao campo, animais, às suas sombras, à sua família.” 
O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho e então o filho terminou: “Obrigado, pai, por ter me ensinado o quanto somos pobres! “ Aí estão, as grandes obras de D’us. Um tapete sobre nossos pés e estendido nos céus. Temos olhos para enxergar, ouvidos para escutar, mas falta a humildade em nossa mente e coração para poder sentir. Esta é a diferença entre o pobre e o rico, entre o ter e o ser. Que possamos nos sentir verdadeiramente pobres para poder crescer.

3 comentários:

António Jesus Batalha disse...

Estou a visitar alguns blogs, e tive o privilégio de encontrar o seu, vi na pagina inicial o que escreveu, e como gostei folheei mais algumas páginas e fiquei maravilhado pelo que vi e li.
Dou-lhe os parabéns, mas queria deixar um apelo continue assim dando sempre o melhor, boas mensagens, bons temas. Gosto de escrever, mas também gosto de ler bons temas, por isso é que parei aqui.
Meu nome é: António Batalha.
Sou um servo de Deus,e deixo aqui a minha bênção,que haja paz,amor na sua vida, muita saúde e felicidade.
PS. Se desejar seguir o meu humilde blog, Peregrino E Servo, fique á vontade, eu vou retribuir, se encontrar seu blog.

flavio melo disse...

Muito bom este estudo

natanael sene disse...

Muito bom seu texto

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