terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vitrines expostas

Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.                                                                                                   1 Coríntios 6:19,20


Quando vamos ao shopping ou num centro comercial observamos as vitrines com seus artigos expostos. Todos tem acesso a esses produtos, podem ser experimentados e testados, mas na hora de compra-los ninguém quer o produto exposto, todos desejam o que esta na caixa, embalado e sem utilização. 

Por isso, quero trazer a nossa mente este comparativo, porque estamos vendo como a geração de hoje: de adolescentes, jovens e até mesmo mulheres adultas, que se comportam como se fossem vitrines expostas. Exibem seus corpos em roupas sensuais, ousadas e que não condizem com sua idade e locais ondem frequentam. 

A mídia com seu poder de persuasão estabelece o comportamento de milhões de mulheres ao redor do planeta. Tudo é permitido, mas a que preço?

Mulheres, estimulada pelo meio, se expõem como se fossem vitrines ambulantes, onde todos tem acesso sem nenhum pudor, transformando-as em "prostitutas cultuais", onde só lhe faltam o véu para cobrir seus rostos*. Jovens que sem saberem, pela falta do conhecimento das verdades bíblicas, estão a serviço do deus deste século. 

Como vitrines expostas, usam roupas que jamais deveriam ser usadas, principalmente quando se vai ao um lugar de culto, inflamando o sexo oposto e gerando pensamentos pecaminosos e pervertendo o próximo. A primeira vista demonstram a inocência no olhar, mas seus atos indicam a perversidade interior.

A Bíblia não diz diretamente sobre o que uma mulher deve vestir, entretanto, mostra que devem ser portar com decência, e além disso, Paulo fala que devemos santificar a Deus no nosso corpo, o que deve refletir naquilo que vestimos, independente de sexo e idade. Como santificar a Deus exalando sensualidade no modo de vestir e agir?

Infelizmente, as jovens de modo geral não pensam que estão agindo de forma errada, afirmam aos quatro ventos que Deus quer o coração, sim é verdade, um coração que reflita santidade e adoração, tanto internamente quanto externamente.

Como Deus vai habitar num lugar onde não existe santidade? 

Essa pergunta deve ecoar em nossos corações quando nos vestimos, quando nos olhamos diante do espelho, quando escolhemos uma roupa em uma loja para comprar.

Não dá para fingir. Querem enganar a quem quando usam roupas curtas que mostram as pernas, roupas coladas que marcam o corpo, blusas decotadas que deixam os seios amostra de qualquer olhar? Será que é a Deus? Ou a si mesmas?

O comportamento de uma pessoa reflete o seu relacionamento com Deus, que tipo de fruto estamos produzindo com nossas ações?

Pedro escreve (1 Pe 4) que não devemos andar neste mundo segundo as paixões humanas, mas segundo a vontade de Deus, pois todos nós um dia prestaremos conta à Deus. E que em tudo que fazemos através de nossa vida seja Deus glorificado. Será que isto não inclui nosso procedimento na hora de se vestir? Está sendo Deus glorificado quando as vestimentas são ousadas e sensuais? 

Paulo em 1 Timóteo 4.12 escreve: "Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fieis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza."

E, para finalizar, não devemos nos esquecer que ninguém leva para casa o que está na vitrine, ninguém quer algo que já foi "visto" por todos, mas levamos para casa o que está na caixa, embalado, que vai ser aberto em casa e usado pela primeira vez.

Talvez você diga, mas e se vier com defeito? Isto já é outra conversa! Mas posso adiantar que Jesus Cristo realiza milagres e acredite o impossível, quando falamos de relacionamentos e pessoas. 

RRO
  
*Prostituição Cultual: Prostitutos e prostitutas do antigo Oriente Médio, empregados nos cultos da fertilidade. Praticavam atos sexuais no templo do seu deus como parte do culto que prestavam a deidade pagã. Os prostitutos e prostitutas cultuais, comuns nos templos pagãos passaram a conviver com os adoradores junto ao templo de Jerusalém, indicativo de uma deformação espiritual da nação de Israel. Não estou afirmando que é comum tais pessoas se prostituir de verdade, em orgias sexuais; estou afirmando, isto sim, que sempre que uma pessoa se afasta de Deus, comete prostituição com outros deuses fato mencionado pelo próprio Deus em várias passagens do Antigo Testamento. Em Ezequiel 16 ele compara Israel a uma menina, que é cuidada por Deus, adornada e preparada para ser esposa, mas se prostitui com os povos vizinhos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Religião Inútil

Nos dias do profeta Amós, o povo de Israel estava oferecendo sacrifícios de agradecimento ao Senhor, observando as festas ordenadas pela lei de Moisés, trazendo suas ofertas voluntárias e pacíficas, e seus dízimos, e enchendo o templo com canções de louvor a ele (Amós 4:4-5; 5:21-23; 8:3, 5). Contudo, Deus não estava contente com eles! 

Por quê não? 

Amós alistou muitos dos pecados do povo. Os pobres eram oprimidos (4:1; 5:11; 8:4-6); os justos não podiam receber justiça nos tribunais da terra (2:6; 5:12); as pessoas eram materialistas (4:1-3; 6:4-7) e a idolatria e a imoralidade sexual estavam desenfreadas (4:4; 2:7-8). 

Como poderiam pessoas que estavam adorando ao Senhor cometer também tais atos? 

O povo de Israel tinha separado o serviço religioso a Deus de sua vida diária. Na verdade, as pessoas ofereciam sacrifício e guardavam as festas religiosas, mas voltavam às práticas pecaminosas de sua vida diária. Para eles, a religião era somente algo a ser praticado na presença do sacerdote ou em dias especiais. O resto do tempo, violavam os mandamentos de Deus com respeito a justiça, retidão e pureza sem remorso. 

Qual foi a reação de Deus a tal conduta? 

"Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo, como as águas; e a justiça, como ribeiro perene" (Amós 5:21-24). 

 Deus deseja que o adoremos, mas devoção que não afeta nossa conduta diária é religião inútil (leia Tiago 1:26 para uma aplicação clara deste princípio). Não podemos viver como um filho do diabo de segunda a sábado e então esgueirarmo-nos entre os filhos de Deus no domingo e esperar que Deus não note, que ele aceite nossa adoração (1 João 3:8-10)! Temos que "morrer" para as práticas do mundo e permitir que Cristo viva em nós, não somente no domingo, mas todos os dias (Gálatas 2:20)! 

 -por Allen Dvorak

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Saúde Mental


A Igreja deve ser uma comunidade terapêutica, na qual os membros cuidam uns dos outros. Incluindo pastores e pastoras. Pesquisas e estatísticas demonstram: doenças mentais, como esquizofrenia, depressão, transtornos obsessivo-compulsivos e ansiedade, representam 14% das doenças do mundo, mais que o câncer ou as doenças cardíacas.

Um artigo publicado em setembro deste ano pela revista inglesa Lancet, especializada em medicina, revela que os males de ordem mental ou emocional respondem por até 90% de todos os 800 mil suicídios registrados anualmente no mundo - a grande maioria nos países em desenvolvimento. Seria possível evitar grande parte desses suicídios se houvesse prevenção e tratamento adequados. Mas ainda enfrentamos a barreira do preconceito e a dificuldade de acesso aos sistemas de saúde.

Tal situação de carência ressalta a importância da Igreja como promotora de saúde mental, especialmente por intermédio do trabalho de aconselhamento realizado pelos ministros(as) religiosos(as), que podem exercer um importantíssimo papel na prevenção e até no tratamento dos males de ordem emocional. É o que afirma a psicóloga Roseli Kühnrich de Oliveira, em sua tese de mestrado pela Escola Superior de Teologia, no Rio Grande do Sul. "O aconselhamento pastoral é acessível e gratuito a todas as camadas da população", justifica. Vale lembrar que, segundo a pastora e psicóloga Blanches de Paula,a palavra saúde é um termo teológico e não médico. "Saúde está diretamente ligada a salvação. Saúde no sânscrito, svastha significa bem-estar, plenitude. O termo soteria, do grego, significa aquele que cura e que ao mesmo tempo é salvador.

Já na língua latina encontramos salus, que incorpora os termos saúde e salvação. Numa dimensão teológica, ainda é importante enfatizar a proposta soteriológica do Evangelho apregoado por Jesus Cristo. A proposta do Reino de Deus é o ser humano de forma integral", enfatiza a pastora. Contudo, diante de um problema relacionado à saúde mental de membro da Igreja são comuns duas formas errôneas de lidar com o assunto: 1) o(a) pastor(a) ignora a complexidade do problema, atribuindo-o simplesmente à falta de fé; 2) o pastor não se vê em condições de cuidar do problema e o transfere imediatamente para um psicólogo ou outro profissional especializado.

Segundo o pastor e psicólogo Josias Pereira, responsável pelo serviço de apoio ao discente da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, a primeira atitude é a mais comum. Um antigo cântico infantil apregoava: "Quem tem Jesus (...) está sempre sorrindo..."Para o Rev. Josias, no entanto, quem tem Jesus também tem que saber conviver com a tristeza. Isso também é ato de fé."A tristeza é própria do ser humano. Ao negar essa verdade provocamos naquele que sente tristeza um imenso sentimento de culpa; o que é desumano", afirma. Segundo o pastor, essa negação da tristeza está diretamente relacionada com uma tendência do mundo moderno: a divinização do ser humano. "Fomos criados para sermos humanos, não deuses", diz ele.

Assim, muitas vezes é necessário reconhecer a necessidade de apoio de profissional especializado; psicólogo ou psiquiatra conforme o caso. Há quadros emocionais que se apresentam como sintomas de distúrbios orgânicos e pedem tratamento químico. Esse diagnóstico só um profissional da área de saúde pode fazer. Mas o pastor ou pastora pode perceber a necessidade de encaminhamento ao consultório do psicólogo ou psiquiatra. Não é muito é fácil. 

Em primeiro lugar, porque os pastores resistem a compreender o ser humano como um todo integrado de mente e corpo. "Eu costumo dizer aos pastores e pastoras: Você se limita a fazer oração quando é necessário obturar um dente?", diz Josias. Outro problema é que, de maneira geral os(as) clérigos(as) não estão preparados(as) para identificar a necessidade de encaminhamento. E nos cursos de teologia não há tempo suficiente para aprofundar questões relacionadas ao aconselhamento pastoral.Por isso, atualmente a Umesp está oferecendo um curso de especialização em Aconselhamento Pastoral. É um curso semipresencial, com duração de 18 meses, sob a coordenadoria acadêmica da pastora e psicóloga Blanches de Paula.

Contudo, a busca de um atendimento especializado na área de saúde não significa o abandono do trabalho de aconselhamento pastoral. Este é outro equívoco no qual incorrem alguns(as) pastores(as).O irmão ou irmã encaminhados a tratamento médico ou psicológico também contam com o apoio pastoral. "São dimensões diferentes e complementares", explica Josias. Quem cuida do cuidador?

E quando é o pastor que está precisando de ajuda? Aí, a situação torna-se ainda mais complicada. Na dissertação de mestrado em teologia intitulada Cuidando de quem cuida: um olhar de cuidados aos que ministram a Palavra de Deus, a psicóloga Roseli Kühnrich de Oliveira destaca que, muitas vezes, o pastor ou pastora tem uma imagem idealizada diante da comunidade.De cima do púlpito ou atrás de uma mesa do gabinete pastoral, ele se torna modelo de fé, equilíbrio e bem-estar.

Se a maioria dos pastores não está preparada para receber ajuda de outros profissionais no atendimento aos membros de sua igreja, pode-se imaginar a resistência a buscar ajuda para si mesmo. A tendência geral é negar ou ocultar os problemas de ordem emocional. Não por acaso, os pastores e pastoras são alvos fáceis de desgaste físico e psicológico. Uma pesquisa realizada há dez anos pelo psiquiatra Francisco Lotufo Neto, professor da Universidade de São Paulo e membro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, já indicava uma considerável porcentagem de pastores(as) sofrendo de transtornos mentais - principalmente ansiedade, depressão e distúrbios do sono. 

Lotufo aplicou um questionário a 750 ministros religiosos cristãos não católicos, moradores da cidade de São Paulo, e constatou que a prevalência de transtornos mentais no mês que precedeu a entrevista foi de 12.5% -- 47% receberam esse diagnóstico quando a vida toda foi considerada. Os principais diagnósticos foram Transtornos Depressivos (16.4%), Transtornos do Sono (12.9%) e Transtornos Ansiosos (9.4%). Problemas financeiros, problemas com outros pastores, conflitos com os líderes leigos da igreja, dificuldades conjugais, problemas doutrinários na igreja e sobrecarga de trabalho foram os principais fatores de stress identificados.

O Rev Josias Pereira lembra que no ano de 1996 uma pesquisa semelhante foi realizada na Igreja Metodista, em âmbito nacional, por meio de questionários entregues a todos o corpo pastoral da Igreja. Na ocasião, surpreendeu o fato de que os maiores níveis de stress foram encontrados em cidades pequenas e afastadas dos grandes centros urbanos, mas não houve uma avaliação qualitativa dos dados levantados. Diante de uma dor emocional, o pastor ou pastora sente a necessidade de se abrir com alguém, como qualquer outra pessoa. Mas, com quem? O Rev. Josias Pereira percebeu, a partir de relatos ds pacientes que atende em sua clínica de psicologia, que os pastores não são bons confidentes para seus colegas. 

O sigilo nem sempre é respeitado e o clima de competição que, dominando toda a sociedade, atinge também a Igreja, inibe os ministros religiosos a revelarem aos seus colegas o que consideram ser fracassos pessoais. Afinal, hoje as pessoas só querem contar casos de sucesso.

Uma solução, sugere Josias, é que os pastores façam terapia em locais distantes de sua casa e igreja. A terapia não é apenas para o caso da existência de problemas, ressalta ele. É uma prática de auto-conhecimento. "Não pode fazer aconselhamento pastoral quem não se conhece a fundo", defende.

A necessidade de espaços para compartilhar sentimentos e receber orientações também foi identificada pela psicóloga Roseli em sua pesquisa de campo, na qual ela entrevistou 38 pastores da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil. 72,2% dos pesquisados gostariam de ter um orientador espiritual, mas apenas 11,1% já têm alguém que os acompanha como supervisor ou mentor espiritual. 

A psicóloga sugere, portanto, um trabalho de mentoria - que poderia ser exercido por pastores aposentados, por exemplo. Segundo a psicóloga, as instituições também poderiam dar este suporte, promovendo encontros de pastores com enfoque médico-pedagógico, nos quais profissionais de saúde fossem convidados a dar palestras e esclarecer dúvidas. Cultivar relações de amizade, participar de grupos de apoio e oração e manter um ritmo de vida balanceado, com momentos de lazer, são outras medidas de promoção de saúde mental.

Práticas de cuidado

Roseli destaca, ainda, que o cuidado de si mesmo nem sempre é valorizado em interpretações teológicas que priorizam o "gastar-se por amor a Cristo". Contudo, segundo a psicóloga, os evangelhos indicam que Jesus não se adiantou ao sacrifício na cruz. "Pelo contrário, muitas vezes retirou-se das situações de tensão, sabendo que ainda não era a hora". Assim, ela acredita que o exemplo de Jesus indica caminhos para o necessário auto-cuidado daqueles que exercem a missão de cuidadores. Ela cita várias passagens bíblicas. Em Marcos 6.46, por exemplo, lê-se que Jesus se afasta para orar, subindo a um monte. Em Marcos 6.30, ele recomenda aos apóstolos que repousem um pouco, "à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer"."O ativismo dos pastores não lhes oportuniza o necessário silêncio para a meditação, oração e leitura bíblica", afirma a psicóloga.

Terapeuta ferido

Roseli também defende a idéia, citando vários autores, que somente aquele que sofre tem condições de exercer o poder curativo, a exemplo de Cristo, que transformou o próprio corpo ferido em caminho para a cura. "O exemplo da cruz de Cristo remete ao caminho dos cuidadores e dos que são cuidados: não há negação do sofrimento, ao contrário, ele é escancarado a fim de que possa haver restauração", diz ela. Não é fácil falar de fragilidade num tempo que enaltece o poder. Da mesma forma, os pastores são tentados a se apresentar diante da Igreja como seres infalíveis. 

Mas o exemplo de Cristo aponta para caminho oposto: "Em Jesus, a concepção do poder ilimitado, a serviço dos desejos e vaidade pessoais, é esvaziada, pois ele se revela na cruz como aquele que, detendo todo o poder, faz da misericórdia a sua ética. O esvaziamento de poder é certamente o caminho dos cuidados e dos cuidadores, tornando-se uma fé ligada ao cuidado e, portanto, ligada à vida". Essa consciência deve estar presente entre clérigos(as) e leigos(as) pois, como nos ensina o apóstolo Paulo, a Igreja é o corpo de Cristo -todos os membros igualmente importantes, apoiando-se mutuamente para a saúde do corpo. Suzel Tunes

Para saber mais: 
Pastoreando pastores : vocação, família e ministério. 
Do Bispo Nelson Luiz Campos Leite, Editora Cedro, São Paulo. 

O sofrimento que cura. 
Do teólogo holandês Henri Nouwen, Editora Paulinas. 
Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos. 
Site http://www.cppc.org.br/ - See more at: 
http://www.metodista.org.br/saude-mental#sthash.cqiBnx0j.dpuf

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Esperança para a Família


Na revista Veja de 23 de abril, foi publicada uma entrevista com o título “A família está acabando”. O entrevistado é o psicanalista francês Charles Melman, de 76 anos, principal herdeiro de Freud na França. Ele usa os conceitos da psicanálise para interpretar as mudanças em curso na sociedade atual, como a dissolução do núcleo familiar. “Pela primeira vez na história, a instituição familiar está desaparecendo, e as conseqüências são imprevisíveis”, constata. 

Melman se diz surpreso com a quantidade de jovens (entre 18 e 30 anos) que hoje procuram a psicanálise. “Eles não procuram o psicanalista pelo fato de reprimirem seus desejos, mas porque não sabem o que desejam”, afirma. 

Melman também afirma que a busca do prazer pelo prazer está criando uma geração insatisfeita, porque “esses momentos de prazer, que proporcionam uma satisfação profunda, são vividos, mas não organizam a existência, nem o futuro. 

Ou seja, a existência é feita de uma sucessão de momentos sem nenhuma projeção no futuro”. Mais uma vez fica claro que é o prazer no contexto certo que traz a verdadeira satisfação. 

Segundo pesquisas recentes, o sexo sem compromisso pode levar à depressão, baixa auto-estima e até, em alguns casos, à anorexia. Por quê? Porque no fundo ninguém gosta de se sentir um objeto para ser usado e descartado. 

Fomos criados para relacionamentos estáveis, baseados no amor, no respeito e no compromisso. Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, publicada no site BBC Brasil (19/03/2008), pessoas apaixonadas se tornam mais indiferentes aos “encantos” de pessoas estranhas ao relacionamento. 

Diz a matéria: “A teoria de que emoções profundas são capazes de ‘cegar’ os casais românticos sugere que o amor tem uma função distinta do desejo em um relacionamento.” “Mostramos que sentir amor por um parceiro romântico facilita a supressão de pensamentos em parceiros atraentes”, escreveram os pesquisadores, em artigo na revista científica Evolution and Human Behavior. 

Conclusão: o amor, e não o desejo sexual resultou em maior compromisso com o parceiro durante o estudo. Então, a solução para os relacionamentos, e especialmente o casamento, está (grande novidade!) no amor. É preciso investir no amor e não nas aventuras. 

É o amor romântico que satisfaz. Prova? Estudo liderado por James Coan, neurocientista da Universidade de Virgínia, mostrou que mulheres casadas que estejam estressadas sentem alívio imediato – comprovável em imagens do cérebro – ao segurar a mão do marido, desde que tenham um bom relacionamento com ele. “Sabemos há uma década que estar num bom relacionamento faz lesões se curarem mais rápido, faz com que as pessoas fiquem menos doentes e até vivam mais”, disse Coan à agência de notícias Reuters. “Mas a questão principal desse estudo é que ninguém tinha conseguido quantificar os benefícios mentais de um relacionamento próximo em termos de melhora na saúde”, disse ele. 

Os filhos também são afetados pela vida dos pais. Bem, isso igualmente não é novidade. Novidade é a pesquisa conduzida por pesquisadores norte-americanos (publicada na revista especializada Brain, Behavior and Immunity) que sugere que filhos de pais estressados ou deprimidos são mais vulneráveis a doenças e a infecções. E como um mau relacionamento gera estresse e depressão, um casamento infeliz também afetará a saúde física (além da emocional) dos filhos.  
Segundo o portal G1 (matéria publicada em 19/03/2008), especialistas da Universidade de Rochester acompanharam 169 crianças ao longo de três anos durante os quais os pais registravam a incidência de doenças nos filhos, reportando-as a psiquiatras a cada seis meses. 

Conclusão: a ocorrência de doenças era maior entre crianças cujos pais tinham altos níveis de “estresse emocional”. Assim, a esperança da família está na disposição firme de buscar os conselhos daquele que estabeleceu essa instituição lá no Éden. Na Bíblia, Deus deixa claro Seu interesse em nos ajudar a manter firmes as relações familiares. É simples: “Deus é amor” (1Jo 4:8). O segredo do bom casamento é o amor. Deus = amor. O segredo do bom casamento é... Deus!

Como evitar que o seu casamento se deteriore



O casamento é como a casa, o carro ou o nosso corpo, para se manter saudável, precisa de manutenção. 

Vejamos as 44 regrinhas básicas listadas pela escritora Cibele Dorsa para manter a saúde do seu casamento:

1. As visitas na casa dos sogros não devem ser uma obrigação, exceto nas datas importantes como dia dos pais, das mães, aniversários e natais. 

2. Ficam permitidas saídas, uma vez por semana, com amigos do mesmo sexo, desde que em locais e horários apropriados. 

3. Ele pode comprar o que gosta e ela também, desde que seja de comum acordo e com equilíbrio. 

4. Os dois devem fazer um acordo para não levar mágoas para a cama. Jogando o lixo no lixo. Mágoa é lixo emocional. 

5. As partes se comprometem em não mentir um para o outro, mesmo que a verdade seja difícil. 

6. Deverão ser amigos acima de tudo e nunca falar mal um do outro. 

7. Devem se elogiar sempre que o momento permitir. 

8. Os dois devem praticar alguma modalidade esportiva, mesmo que separadamente. 

9. Muita conversa sempre - silêncio em exagero leva à distância. 

10. Acontecimentos favoráveis, para qualquer das partes, devem ser comemorados com um jantar a dois, mesmo que em casa. 

11. As questões financeiras devem ser tratadas em horário específico, ficando banidas dos momentos de lazer. 

12. Os filhos não devem dormir na cama do casal. 

13. Ela não deve dizer não ao sexo, nem mesmo quando estiver com dor de cabeça: sexo relaxa e é analgésico. 

14. Ele não deve negar sexo quando ela se insinua para ele, mesmo cansado. Vale usar a criatividade. 

15. Ela não precisa pedir sexo com palavras. 

16. Os beijos devem ser de língua, beijo técnico nem pensar. 

17. Os desejos sexuais devem ser explorados sempre, mesmo que se modifiquem com o passar do tempo. 

18. O sexo deve acontecer pelo menos três vezes por semana, e os dois devem usar a criatividade. 

19. Um não deve ver o outro naqueles momentos no banheiro que não interessam a mais ninguém. 

20. Ela não precisa gostar de futebol e nem torcer pelo time dele, mas deve ser sábia participando.

21. Os dois se comprometem a fazer o possível para viajar no mínimo duas vezes por ano, sendo que, em uma das vezes, sem os filhos. 

22. Ela não deve relaxar exageradamente na forma de se vestir em casa. 

23. Ele não deve se vestir de forma relaxada em casa. 

24. Os dois devem brincar com os filhos juntos, sempre que possível. 

25. Gritos devem ser banidos, mas caso aconteçam devem ser respondidos com sussurros ou ignorados. 

26. Os dois se comprometem a manter a forma, de maneira saudável e equilibrada. 

27. Jamais devem criticar um ao outro publicamente. 

28. O casal deve diversificar o uso dos perfumes - pelo menos três fragrâncias diferentes cada um. 

29. Não devem usar a abstinência como castigo e sim conversar sempre. 

30. Ela não deve ficar muito íntima dos amigos dele e vice-versa.

31. Evite reclamar daquilo que antes você não reclamava, a menos que seja algo negativo que sempre incomodou. 

32. Troque a crítica pela sugestão. 

33. Não deixe a familiaridade acabar com a elegância. 

34. O bom humor é óleo que lubrifica todas as engrenagens do relacionamento. Conserve o senso de humor. 

35. Os programas devem ser escolhidos em comum acordo ou alternadamente. 
36. As reuniões na escola dos filhos podem ser divididas. 

37. Mesmo com opiniões divergentes, evitem discussões na frente de qualquer pessoa. 

38. Debates de ideias são ótimos, desde que só entre vocês e educadamente, respeitando os diferentes pontos de vista. 

39. Receba bem os amigos do cônjuge. 

40. Quando ela estiver de TPM, fica obrigada a comunicá-lo, e ele, a ser condescendente ou manter a distância necessária. 

41. Algumas tarefas podem ser divididas de acordo com a habilidade de cada um, exemplo: eu cozinho e você lava a louça. 

42. Ele deve pensar nela antes de agir. 

43. Ela deve pensar nele antes de agir. 

44. Comprometem-se em fazer tudo o que for possível para ver o outro e a si mesmo felizes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Família: O projeto principal de Deus


"Formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. 

E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. 

Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. 

Na verdade, até mesmo a Trindade estava presente na criação de todas as coisas, inclusive a do homem. O Pai, o Filho e o Espírito Santo deram a sua contribuição para que a sua obra fosse de fato, a imagem e semelhança de Deus. 

Ao projetar o primeiro homem do pó da terra e soprando-lhe o em suas narinas o fôlego de vida trazendo-o a existência, Deus em nenhum momento quis transformá-lo em um robô. Este homem chega ao mundo totalmente livre, para receber informações, adequá-las ao seu projeto de vida e conseqüentemente efetivar-se ao nível de deveres e direitos que passaria a ter, visto que a lei de Deus já estava gravada em seu coração. 

Deus então prepara um lugar paradisíaco, um Jardim no Éden, para que Adão cuidasse dele. Este lugar não era um lugar imaginário e nem alegórico. Tratava-se de um tipo de reserva, um lugar separado, uma área semelhante a um parque florestal localizado a leste do atual estado de Israel em algum lugar da Mesopotâmia ou Arábia. 

Nesta verdejante reserva natural se encontravam as duas árvores que são fundamentais para tudo que se segue em toda a história da humanidade. Estas árvores eram meios físicos, utilizados por Deus para implementar realidades espirituais. 

A árvore da vida - era uma árvore associada à concessão da Vida Divina incluindo a imortalidade, ou Vida Eterna. Já, a árvore da ciência do bem e do mal - representava a autonomia humana, governo próprio, o ir e vir ilimitado e irrestrito.

No versículo 18 do capitulo 2 de Gênesis observamos que Deus enxerga o objeto de sua criação, notadamente solitário e sente-se na obrigação de dar a este, um presente, ou seja: uma companheira idônea, que lhe fosse amiga, alguém com que ele pudesse conversar, repartir todos os desafios que a vida oferece neste mundo. 

Alguém a quem ele teria a responsabilidade de cuidar, de amar e respeitar todos os dias. Enfim, alguém com quem pudesse compartilhar os seus sonhos, e que fosse fiel numa parceria de intimidade, de romance, de vida a dois, de uma só carne. 

De fato, tendo uma vida de comum acordo com esta mulher que Deus o estava presenteando, a família propriamente dita tomaria forma. Você conhece a história Bíblica. De um sono profundo, cirurgicamente da costela de Adão, Deus forma uma linda mulher, que passaria ser sua esposa, osso de seus ossos, carne de sua carne. Agora, não mais um, porém dois passariam a ter comunhão com o Criador, que todos os dias os visitava no jardim, verificando se tudo estava correndo bem com o casal, o melhor de sua criação. 

Para onde quer que olhassem, a beleza do jardim os deixavam plenamente satisfeitos e integrados à sua nova realidade, ou seja, viveriam para Deus o Criador e se doariam um para o outro, sem constrangimento, sem culpa, com inteira e total liberdade. Dia após dia nada desabonava a conduta do casal. 

Apenas tinham que lembrar de uma ordem que Deus dera tão logo que chegaram à existência, ou seja: A condição para permanecerem neste lindo lugar estava literalmente ligado à obediência total a Deus, pois a mesma consistia no seguinte: “De toda árvore do jardim podiam comer livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não poderiam comer, porque no dia que dela comessem, certamente morreriam”. O final desta história, provavelmente já é do seu conhecimento. 

A serpente traiçoeira e sagaz seduz a Eva oferecendo-lhe a chance de conhecer o lado diferente da vida, ou seja, o lado do pecado. Comendo do fruto os seus olhos se abririam para o inesperado, para o desconhecido que lhes fora negado por Deus no intuito de preservá-los. Porém a apresentação deste outro lado, na verdade significaria desobedecer à ordem simples que Deus dera ao casal. Em um gesto consciente e decisivo, Eva pega do fruto e seus olhos e sentidos se afloram. 

Estava evidenciando o até então desconhecido e nesta aventura não queria ficar sozinha, uma vez que tinha um parceiro. Então oferece, sem demora o produto de seu devaneio a seu marido que aceita sem protelações ou questionamentos recebendo então em seus corpos, em suas mentes, em e espíritos a maldição do pecado. Do fruto comido e ao acender da consciência em culpa, obriga-os a se esconderem de Deus. 

Agora de vez de se refugiarem nos braços do Eterno como de costume, sempre que vinha ao jardim visitá-los, eles fogem de sua presença. A Santidade de Deus, o Criador os constrangem. Não podem e não querem encará-lo, por causa da culpa, do medo. Preferem cobrir-se com folhas de figueira e esperam ansiosamente pelo veredicto da parte do Senhor. 

Veredito um tanto idêntico quando ao que Jesus Cristo, séculos depois reage quando não vê frutos na figueira, Ele simplesmente a amaldiçoa para que nunca mais lhes nasça fruto. Agora teriam que abandonar imediatamente o paraíso. Aquele lugar lindo e maravilhoso não podia ser mais o seu lar. Eles são agora expulsos literalmente. 

Querubins são anjos colocados na entrada para que uma vez expulsos fossem energicamente impedidos de retornar. Uma espada flamejante se movia em todas direções na entrada do jardim, reforçando assim a autoridade daqueles Querubins do Senhor. Seus dias seriam limitados. Não mais viveriam eternamente. A árvore da Vida seria sua esperança dia após dia cumprindo cerimoniais de expiação, para poder pela lei e confiados tão somente na Graça e misericórdia de Deus serem alcançados pela fé. 

O marido teria que ir à luta para suprir as necessidades de sua casa e a mulher com dores geraria os seus filhos. E a serpente amaldiçoada a espera do Redentor que Vive e Reina para lhe pisar na cabeça. Graças ao bom Deus, pois o seu amor é tremendo e através dos tempos e especialmente através da nação de Israel providencia o nosso livramento. 

Gerações se sucedem até a chegada de Jesus Cristo, o Unigênito de Deus ao mundo em forma humana, nascido de mulher, habita entre os homens, tem uma vida normal em obediência e nesta obediência se entrega, se oferece à morte de cruz, para tomar o lugar de Adão. 

A Bíblia em Romanos 5:18-21 nos diz: Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio à graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem (Adão), muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um (Jesus Cristo) muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor”. 

Preste atenção amados. Em Jesus Cristo cada componente da família de Deus tem, pela fé, acesso a Árvore da Vida. Cada família pode e deve em Jesus Cristo ter acesso ao Jardim do Éden. A Árvore da vida está plantada neste jardim. A maldição do pecado, uma vez em Jesus Cristo não pode arrancá-la, não pode destruí-la. Mesmo que Satanás repita a velha cena todos os dias, oferecendo e seduzindo o povo de Deus, você pode e deve buscar a ajuda do Espírito Santo para não se deixar contaminar. 

Não vale a pena se deixar seduzir pelo enganador que está à espreita tentando tragar um maior número de pessoas. É hora amados de reconhecer Jesus Cristo, como o único e suficiente Libertador, Salvador e Senhor de nossas vidas. Só através Dele temos acesso a árvore da vida. Bom, o que será que o Senhor quer ensinar-nos nesta oportunidade, através de fatos ocorridos há tanto tempo atrás? 

Veja amados, alguns princípios, que se praticados à luz da Palavra de Deus, com certeza nos ajudará a entender o plano, o projeto que Deus tem para as nossas famílias. 

Primeiro Princípio - É o da criação que se renova a cada dia... A cada dia no mundo novas famílias nascem. Em toda parte do planeta chamada terra homens e mulheres se encontram, para juntos formarem suas famílias. O ponto de vista de Deus ainda permanece, no sentido de que: “O homem não foi feito para viver só. Ele precisa de alguém que o complete”. É desejo de Deus ainda, que o habitat deste casal, seja de fato um lugar separado, uma reserva especial e natural. Cada família tem necessidade de viver em seu jardim do Éden. 

Amados, quando um homem encontra o seu cônjuge e pelos laços do matrimônio oficializa esta união, é seguramente da vontade de Deus, que o amor que um nutre pelo outro perdure até que a morte os separe. 

Infelizmente esta não é uma realidade que vivenciamos principalmente em nossos dias. Os noivos já entram na Igreja na predisposição que se não der certo a opção é o divórcio. 

*Deus na verdade espera que estes se mantenham íntegros e que de maneira nenhuma chegue perto da árvore da ciência do bem e do mal. 
*Deus espera que este relacionamento seja pleno, seja santo, seja sólido seja duradouro. 
*Deus espera que estes casais não repitam a cena de Adão e Eva se deixando seduzir pelas artimanhas do diabo. 
*Deus espera que estes casais não passem o vexame de viverem uma vida inteira se escondendo, se esquivando de receber a sua preciosa visita em seu Jardim do Éden porque pecaram em alguma área contra Deus. 
*Deus espera que as suas consciências estejam dia após dia preservadas, evitando assim de serem expulsos do jardim e obviamente impedidos de comer da árvore da vida. 

O que quero dizer nesta oportunidade é que o seu lar aos olhos de Deus deve ser um lindo e maravilhoso jardim, onde deve reinar a paz, a alegria, a união, o amor, o perdão. Este jardim deve ser cultivado de tal forma que a cada dia haja uma renovação de expectativas, de sonhos e de conquistas. Deve ser um lugar onde Deus tenha prazer de chegar, de ter comunhão com seus componentes. 

Segundo Princípio - Deve-se ter a liberdade com compromisso de fidelidade a Deus A mesma liberdade dada por Deus ao primeiro casal, é concedida de igual forma a todas as famílias espalhadas na face da terra. Não faz parte do caráter de Deus, o ser arbitrário ou ditador, muito menos controlador de sua criação. A todos de igual forma são dados deveres e direitos. Deus nunca impôs e nunca imporá condições, forçando, colocando pressão ou em sua criação para ama-lo. 

O amor a Deus deve ser incondicional, espontânea, livre Deus não é tirano. Deus espera que cada pessoa da família viva em completa liberdade, porém Ele quer que você tome ciência de que a sua estabilidade esta atrelada a Deus. 

A sobrevivência da família passa por admitir tão somente a livre e espontânea vontade, a presença de Deus. Fora de Deus não pode haver felicidade e paz no seio familiar. Fora de Deus a árvore da ciência do bem e do mal sempre será uma opção que trará desmantelamento dos relacionamentos. Na experiência de Adão e Eva vemos isto claramente acontecer. 

Antes da desobediência: 
*Tudo era harmonia. 
*Tudo girava em torno da presença amorosa de Deus. 
*Havia paz, havia a facilidade no relacionamento do casal. 
*Eles viviam cada dia para Glória de Deus e um para o outro cumprindo assim o mistério de uma só carne. 

Depois da queda experimentaram sentimentos jamais vividos anteriormente, tais como: Sentimentos de medo, de angustia, de insegurança, de vergonha, de dor, de culpa, de remorso, de falta de paz e de ódio. 

I Pedro 2:15,16 "Porque assim é à vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho à glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. 

Terceiro Princípio - Restauração do Paraíso Familiar Amados, preste atenção no que quero dizer-lhes: “A família de hoje precisa fazer constantemente a manutenção de seu Jardim, procurando ter uma consciência pura, afastando-se diariamente da sedução do pecado, para não ser achado em falta por Deus”. 

A experiência vivida pelo primeiro casal depois de serem confrontados por Deus por causa da desobediência, necessariamente não precisa ser vivenciado por você e seu cônjuge. 

Procure manter constantemente o seu jardim, o seu lar, a sua família adubada. Qualquer planta que não se observar à qualidade em seu tratamento diário e constante, com certeza não durará muito tempo. 

*Nunca faça a sua opção pelo engano, pela mentira, pelo pecado. 
*Ouça a voz de Deus. Ele diz: “Não toque na árvore da ciência do bem e do mal, para que não venhas a morrer”. 
*Tenha prazer em curtir a sua família, seu marido, sua esposa, seus filhos. Tire tempo de qualidade com cada um deles. 
*Não busque fora de seu lar, modelos de pecados. Deixe a fornicação e o adultério de lado. 
*Pare com as brigas. Não vale a pena viver brigando com pessoas de sua família. A Bíblia diz, que se depender de nós devemos ter paz com todos os homens. 
*Não faça nada que venha a se arrepender depois. 
*Procure ajuda de Deus para restaurar os seus conceitos e valores. 
*Olhe para a sua família com o olhar de Deus. 
*Ame a sua família com o amor de Deus. 
*Perdoe a sua família com o perdão de Deus. 
*Viva para os seus, dando-lhes honra e prioridade. 

Ouça bem: “Você não precisa passar pela humilhação de ser expulso da presença do Senhor. Os anjos que devem estar ao seu redor, ao redor de sua casa são para protegê-los e livrá-los de perigos e não para serem agentes de punição”. 

"Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Gl. 5:13-14 

Amados, esta é um momento especial que Deus o trouxe aqui para que você pudesse ser confrontado pela Palavra de Deus. Você pode ter as seguintes reações: 

1.Você pode ter acabado de ouvir estas considerações e ainda preferir continuar no engano, na mentira e com isso acumular sobre si mais maldições. 
2.Você pode também preferir ficar com as suas justificativas, de que o jeito que você vive, mesmo que degradando a Deus e ferindo sensivelmente a sua consciência e a sua família, é a opção melhor que você tem encontrado para viver e por isso você não abre a mão. 
3.Você pode reconhecer suas falhas e pecados agora mesmo e tomar a atitude de querer mudanças para melhor em sua vida pessoal e familiar. Não crie justificativas. Se entregue sem reservas ao Senhor. O mesmo Deus que amava e se interessava em estar com o primeiro casal naquela bela reserva chamado Éden, é o mesmo hoje que te convida a ter um relacionamento mais estável e duradouro com Ele. Deus os abençoe em Cristo Jesus...


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Três ameaças à saúde espiritual da igreja


A igreja de Deus tem sido atacada com fúria pertinaz e, isso, desde as mais priscas eras. Muitas artimanhas têm sido usadas contra ela. Armas de grosso calibre têm sido empregadas para atingi-la e enfraquecê-la. Porém, quero aqui, destacar três ameaças assaz perigosas que conspiram contra a igreja ainda hoje. 

Em primeiro lugar, o liberalismo teológico. O liberalismo teológico é filho do Racionalismo. O homem do topo de sua pretensa sabedoria colocou-se como juiz das Escrituras, e pôs sua razão acima da revelação. Passou a rejeitar como verdade tudo aquilo que sua razão não podia explicar. Assim, passaram a negar os milagres. Fizeram uma releitura da Bíblia e passaram a negar sua inerrância e infalibilidade. Trouxeram à baila aquilo que consideraram erros, contradições e impropriedades. Chegaram a ponto de afirmar que a Bíblia estava cheia de mitos e que precisava ser desmitologizada. 

O liberalismo, negando a inspiração das Escrituras, esvaziaram-na de seu sublime conteúdo. Negando sua origem divina, tiraram dela sua autoridade. Os teólogos liberais viram a Bíblia apenas como um livro comum, sujeito a erros e falhas. Por isso, o liberalismo tornou-se a maior ameaça à igreja. Ao entrar nos seminários teológicos, transformou a cátedra em laboratório de incredulidade e espalhou dali o veneno letal do ceticismo. Das cátedras esse veneno desceu aos púlpitos e dos púlpitos matou as igrejas. Não há antídoto para uma igreja que se capitula ao liberalismo. Onde ele chega, a igreja adoece e morre. Como a teologia é mãe da ética, onde o liberalismo avança, a ética cristã recua. Precisamos vigiar para que esse perigo tão devastador não nos fira de morte. É mister manter a sã doutrina! 

Em segundo lugar, o sincretismo religioso. Se o liberalismo teológico tira das Escrituras o que nelas estão, o sincretismo religioso acrescenta a elas o que não se pode a elas adicionar. A Bíblia tem um capa ulterior. O cânon das Escrituras está completo. As revelações cessaram. Não podemos buscar novidades forâneas às Escrituras, mas devemos a elas nos apegar. Não podemos nos desviar nem para a direita nem para a esquerda. É um insulto à Palavra de Deus introduzir novidades na pregação. É um sinal de clara apostasia as pessoas buscarem gurus espirituais para receberam deles novas revelações. É uma abominação para Deus criar rituais e cerimônias e introduzi-las no culto, como se Deus já não tivesse prescrito a forma como deve ser adorado. 

Hoje, multiplicam-se os falsos profetas, com falsos ensinos, realizando falsas cerimônias, com falsos rituais, enganando os incautos, mercadejando, assim, a Palavra de Deus. Esses aventureiros da fé, pervertem o evangelho, transtornam a igreja, fazendo dela uma empresa, do púlpito um balcão, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores. O vetor que move esses atravessadores da fé é o lucro. São lobos vestidos com peles de ovelhas. São falsos pastores que exploram o rebanho em vez de apascentá-lo. Devemos nos acautelar para que essa ameaça tão devastadora não atinja a igreja! 

Em terceiro lugar, a ortodoxia morta. A ortodoxia é a doutrina certa e a doutrina certa é boa, necessária e insubstituível. Entretanto, a ortodoxia precisa vir acompanhada de vida piedosa. Não basta crer na verdade, é preciso viver a verdade. Não basta subscrever as doutrinas certas, é preciso deleitar-se nelas. 

Não basta ter luz na cabeça, é preciso ter fogo no coração. A ortodoxia morta é aquela que está desidratada e ossificada e, por isso, leva seus seguidores a perderem o entusiasmo. As pessoas professam conhecer a Deus, mas o negam com sua vida. São ortodoxas de cabeça, mas hereges de conduta. Há muitos crentes que detectam, com facilidade, a heresia nos outros, mas não enxergam a apatia espiritual em si mesmos. Como a igreja de Éfeso, defendem a sã doutrina, perseveram no sofrimento e até erguem o estandarte da ética cristã, mas já não desfrutam mais da alegria indizível e cheia de glória da comunhão com o seu Salvador. Muitas igrejas já abandonaram o seu primeiro amor. 

Colocaram a vida cristã no piloto automático e tudo passa a acontecer de forma mecânica e sem vigor. Essas pessoas não têm mais fervor. Não têm mais entusiasmo com as coisas de Deus. Oh, que Deus nos livre da ortodoxia morta! Que o nosso coração possa arder de amor por aquele que, sendo Deus se fez homem, sendo santo se fez pecado, para morrer por nós e nos dar vida plena, maiúscula, superlativa e eterna.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Comportamento dos bens sucedidos

Neemias um homem vitorioso 

Texto Neemias 1.4 -4; 2.1-4

Por que Neemias pode ser considerado um homem vitorioso? Bem sucedido?


Veremos alguns pontos importantes:

1) Neemias foi considerado um homem vitorioso porque não se deixou dominar pelo desespero e pavor.

Entre 1.1 e 2.1 do livro de Neemias houve um período de cerca de 4 meses. A Bíblia não revela o porque de Neemias ter esperado esse tempo para falar com o rei, mas quero crer que foi o período que ele orou e jejuou pela situação que havia em Jerusalém - pós cativeiro babilônico.

As noticias não eram boas. Existem dois sentimentos que podem derrotar uma pessoa antes mesmo de tentar uma solução para seus problemas: o desespero e o pavor. Uma pessoa apavorada está com um medo descontrolado, fica aterrorizada e isso pode cancelar todo o seu potencial criativo e de raciocínio.

Uma pessoa que se deixa dominar pelo desespero e pelo pavor pode ser derrotada diante da adversidade sem nem mesmo tentar uma solução, porque seus talentos, seus dons, seu potencial como ser criativo e racional é subjugado pelo sentimento que tomou a sua alma. Dessa forma, mesmo questões simples podem tornar-se complexas e causas pequenas ficam grandes e sem solução.

É preciso vencer o medo para alcançar aquilo que Deus deseja para sua vida, ser livre de sentimentos que te aterrorizam é importante para vencer. Sabemos que o inimigo de nossas almas conhece nossos medos, por isso, é importante vence-los com fé.

Neemias chorou, o que é uma reação natural, mas não se  deixou dominar pelo desespero e nem pelo pavor. O desespero tem o poder de cegar as pessoas, desenvolva o fruto do domínio próprio (Gl 5.22-23) e acredite sempre que para o SENHOR não há impossíveis.

2) Neemias foi considerado um homem vitorioso porque orou e jejuou antes de tomar uma decisão

Perceba que Neemias, logo após a reação natural - chorar e lamentar - partiu para a ação, ele jejuou e orou, buscando estratégia em Deus para a situação de seu povo.
Ao ler o livro de Neemias percebemos que suas atitudes são sempre baseadas em direcionamento de Deus, por meio de jejuns e orações.

Confiança e obediência são dois ingredientes fundamentais para todo aquele que deseja ter uma vida abençoada, próspera e feliz.

Neemias reconheceu que o momento era de crise, mas ele não tentou fingir que estava tudo bem, afinal ele vivia no palácio do rei; ainda que como servo, a sua situação era confortável, diante do que estava passando o povo em Jerusalém. 

Reconhecer um problema, uma dificuldade ou crise é o primeiro passo em direção a solução. Fugir de nada adianta. Paulo fala disso no livro de Filipenses 4:12-13.

Neemias soube agir conforme a direção de Deus (Ne 2.4-5). Ele vai para Jerusalém, ao chegar, analisa toda a situação dos muros e depois de 52 dias tudo está reconstruído.

Não foi fácil, ele teve problemas no meio do caminho, enfrentou inimigos: Sambalate, Tobias e Gesém foram seus opositores ferrenhos, assim como o inimigo de nossas almas o é contra nós, entretanto, Neemias não deixou-se abalar, ele tinha um alvo a ser alcançado.

Além de reconstruir os muros de Jerusalém, ele faz uma reforma ética e religiosa. O sucesso de Neemias e obediência ao SENHOR, que haja em nós o mesmo sentimento. Deus quer realizar coisas grandiosas na nossa geração através de nossas vidas.


RRO

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Como vencer o desânimo?

Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.
Lucas 24:16



Talvez você pense que é impossível vencer o desânimo, a Bíblia mostra que o desânimo pode atingir qualquer pessoa, vejamos:

Moisés - ficou desanimado com o povo no deserto, o peso da responsabilidade o abateu (Nm 11.15) ;

Josué - ficou prostrado diante de uma situação, não percebeu que a desobediência impossibilitava o povo de ser abençoado por Deus (Js 7.1,10);

Elias - depois de uma grande demonstração contra os profetas de baal, onde Deus queimou o holocausto, a lenha, as pedras e o chão e secou totalmente a água na veleta, ficou desanimado (1 Rs 19.4);

Davi (Sl 42.6), Jeremias (Jr 15.10), os discípulos (Lc 24.17), etc.

O desânimo nos prostra, nos deixa abatido, sentimos como se estivéssemos num buraco fundo e escuro. O desânimo é uma coisa terrível, sabemos que as adversidades da vida, as lutas, as aflições podem nos levar ao desânimo

E o pior de tudo isso, o inimigo de nossas almas deseja que isso aconteça. Ele mina a fé, o animo e faz pessoas andarem cabisbaixas diante do desanimo, mas há algo importante, que você precisa saber, o desanimo pode até acontecer em algum momento de nossas vidas, mas deve ser para crescimento e não para nos destruir.

Todos que passaram pelo desanimo na Bíblia: Moisés, Josué, Jeremias, Davi, Paulo, etc, todos renovaram suas forças no SENHOR.

O texto de Lucas 24.1-24 vai nos mostrar que os discípulos estavam entristecidos, desanimados diante de tudo o que aconteceu com Cristo, sua prisão, a crucificação e sua morte, mas foram despertados no caminho de Emaús pelo próprio Cristo. Veja o que podemos aprender com este texto.

1- Quando estamos desanimados podemos não perceber que o SENHOR se aproxima de nós (vide versículo 15). A tristeza impediu que os discípulos percebessem a presença do mestre ao lado deles. O Senhor está perto dos que tem o coração quebrantado e salva os de espírito abatido. O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas (Sl 34.1819)

2- Quando estamos desanimados ficamos cegos, não enxergamos direito (vide versículo 16). Os discípulos não conseguiram enxergar Jesus! Mas mesmo assim Jesus caminha ao lado deles e conversa com eles. Quero que saiba, que mesmo você não enxergando Jesus, ELE se aproxima de você e quer lhe restaurar o animo, o desejo dELE para sua vida é que você seja um vencedor com ELE. Neste mundo teremos aflições, contudo, temos que ter bom animo, porque o SENHOR venceu o mundo por nós (João 16.33).

Não podemos nos entregar ao desanimo, se nos mostrarmos fraco no dia da angústia, significa que a nossa força é pequena (Pv 24.10). Então fortaleça o seu espírito com palavras que dão vida. O SENHOR é a Palavra Viva, se alimente dELE. Busque ao SENHOR, medite nas Sagradas Escrituras.

Enterre o desanimo. Enterre o "não consigo". Enterre o "não posso". No SENHOR faremos proeza. Se você se entregar ao desanimo logo chegará a irmã dele - a depressão.

Não deixe o diabo minar a sua fé, levante a cabeça, vistam a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do inimigo (Efésios 6). Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e suplica. Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4.7).



RRO



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