terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Igreja - agência de transformação. Será?

Uma pessoa que passa anos frequentando uma igreja e que tem como fonte de ensino a Bíblia, deveria ter sua vida transformada, entretanto isso não ocorre com todos. Por que isso acontecesse? Por que não são transformadas pelo poder do Evangelho de Cristo?

Venho me perguntando por isso há algum tempo, porque algumas pessoas ainda continuam a viver como se não conhecesse o Evangelho de Cristo? 

Encontramos pessoas que carregam fardos pesados por anos em suas vidas, não conseguem simplesmente descansar no Senhor. Sei que isso não é tarefa fácil, mas é possível, todos nos temos as nossas mazelas interiores, que afetam nossa visão de mundo exterior, no entanto não devemos deixar que ela tenha domínio sobre nós. 

A Bíblia afirma que somos transformados de glória em glória (2 Co 3.18), por isso não podemos permanecer da mesma forma depois de conhecer a Cristo, viver segurando o passado com as duas mãos não é possível, o Evangelho requer mudança de vida. Vivi esse dilema por um bom tempo, quando não tinha compreensão do que era o Evangelho transformador de Cristo atuando em minha vida, hoje ainda passo pela transformação, porque ainda habita em minha carne o pecado, que por alguns momentos me coloca no chão, mas Cristo estende a Sua mão e me diz para caminharmos juntos novamente. 

Vejo pessoas dentro de suas igrejas que vivem como se não conhecessem a Cristo, nem seu dom inefável - a Graça transformadora. Isso é muito triste. 

Estão secularizadas que não são capazes de renovar suas mentes (Rm 12.2). O medo vive a espreita e o passado com suas correntes ainda estão entrelaçadas em suas mentes. Tocar em assuntos que precisam de cura é como trazer a tona um defunto mal cheiroso, elas se esquecem que Jesus ressuscitou Lazaro. 

É preciso limpar toda a casa para que o mal cheiro, a poeira, a sujeira saia por completo, ninguém gosta de morar num lugar que precisa de limpeza e organização. Quando Jesus entra em nossa vida, ELE quer organizar tudo, mas há pessoas que insistem em manter locais trancados e mal cheirosos. Se, pois, o Filho (Cristo) vos libertar, verdadeiramente sereis livres! (Jo 8.36). Então por que muitos ainda se mantêm encarcerados em suas mentes, andam como se estivessem vivos, mas interiormente não há vida. 

Se eu pudesse dar um conselho eu diria: Tenha um encontro real com Cristo, tenha sua vida transformada por ELE, viva plenamente essa relação, abra seu coração para ELE, se for necessário, busque ajuda com psicólogos cristãos, para que possam orienta-lo profissionalmente e biblicamente, mas busque ajuda. Não basta viver dentro de igrejas, tendo nome de cristão, mas negando a Cristo interiormente. 

Não seja um mero espectador. Viva a essência do poder do Evangelho transformador de Cristo!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Jesus: o Bom Pastor


A metáfora predileta de Jesus para retratar seu relacionamento com seu povo foi a ilustração do pastor e da ovelha. O Antigo Testamento estava repleto de alusões a Deus como o pastor de Israel (Is 40.10-11; Sl 23.1). Além disso, o conceito de pastorear tornou-se uma importante imagem explicativa usada para retratar a liderança espiritual em Israel. Assim, reis, profetas e sacerdotes eram chamados de pastores (Jr 23.1-4; Ez 34; Zc 11). 

Essa metáfora não foi usada pelo Senhor Jesus por acaso, uma vez que era uma clara alusão ao pastor ferido, conforme profetizado por Zacarias, como também uma imagem cultural fácil de ser entendida pelos ouvintes (Zc 13.7-9). Assim, Jesus se descreve como o bom pastor, cuja obra consistia em dar a vida pelas ovelhas (Jo 10.11). 

O conceito de ovelhas era importante porque mostrava que somente um grupo de pessoas creria na mensagem de Jesus (Jo 10.26-27). Ao usar essa metáfora, Jesus demonstra ter um conhecimento perfeito das suas ovelhas. Ele sabia quem entre os seus discípulos e ouvintes eram crentes verdadeiros e algumas vezes se referiu a pessoas como não fazendo parte do seu aprisco. De fato, Jesus nunca foi surpreendido por falsas ovelhas e sempre deixou claro que sua missão consistia em juntar apenas aquelas que o Pai lhe dera (Jo 6.37-44; 10.25-29; 13.18). 

Esse conhecimento perfeito do rebanho nenhum líder hoje tem, embora seja seu dever pastorear o rebanho conhecendo as ovelhas e cuidando de cada uma delas. Na igreja visível é possível apenas observar os frutos e as marcas da graça na vida de alguém e presumir que tal pessoa seja uma ovelha do Senhor. Contudo, enganos podem acontecer e muitos bodes podem estar no meio do rebanho ou mesmo da liderança. É tarefa dos líderes estar atentos para pastorear as ovelhas do Senhor e ter cuidado com os lobos vestidos de cordeiro.

* Retirado da Revista Ultimato - Jesus, modelo de liderança. Março, 2015.

Pastor ou Lobo?

Hoje em dia está assim: pastores e lobos estão todos misturados e se parecem muito; porém vamos tentar esclarecer as diferenças para que você não seja devorado por um "lobo-pastor"... 

Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Cabe a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem. 



Diferenças:

1ª - Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas. 
2ª - Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes. 
3ª - Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar. 
4ª - Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores. 
5ª - Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes. 
6ª - Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos. 
7ª - Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças. 
8ª - Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas. 
9ª - Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade. 
10ª - Pastores têm amigos, lobos têm admiradores. 
11ª - Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem. 
12ª - Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
13ª - Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos. 
14ª - Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público. 
15ª - Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos. 
16ª - Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais. 
17ª - Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco. 
18ª - Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros. 
19ª - Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos mascarados. 
20ª - Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos. 
21ª - Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas. 
22ª - Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição. 
23ª - Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus. 
24ª - Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos. 
25ª - Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem. 
26ª - Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto. 
27ª - Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais. 
28ª - Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos infantilizam suas ovelhas. 
29ª - Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas e com jargões religiosos. (vc conhece alguns com certeza).
30ª - Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros. 
31ª - Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas. 
32ª - Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas. 
33ª - Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas. 
34ª Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles. 
35ª - Pastores são constituídos por Deus, lobos são constituídos pelos homens.

* Este artigo foi baseado em um texto de Osmar Ludovico da Silva, publicado pela revista Enfoque Gospel, edição 54

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Autocontrole


É característica, aparentemente comum, dos homens e mulheres de hoje sentirem-se deprimidos por não conseguirem cumprir tarefas e projetos no vencimento estipulado, saldar débitos na data estabelecida e procrastinar a realização de seus trabalhos, ideais e desejos. A total indisciplina e a ausência de autocontrole afetam praticamente todas as áreas da vida humana. Elas se manifestam em promessas não cumpridas, lares desordenados e desorientados, ambientes de trabalho desorganizados, descontrole alimentar, falta de ponderação quanto ao tempo gasto diante de uma TV, indulgência às fantasias, vida sexual descontrolada e gastos supérfluos.

Devido a importância deste conceito, volto a enfatizar que nós, como pais, devemos ser modelos e exemplos para nossos filhos. Sendo assim, é prioritário exercitarmos um severo autocontrole em nossas vidas para influenciarmos positivamente o futuro de nossos filhos. Pai, todo ensino que você puder transmitir sobre a excelência de possuir autocontrole, certamente beneficiará sensivelmente o desenvolvimento de seu filho. Tal característica contribuirá para determinar o nível de sucesso que ele poderá obter, tanto na fase da adolescência, como na vida adulta.

O ensino dessa virtude pretende preparar seu filho para tomar decisões corretas e fazer escolhas sábias. Sempre que ele fizer uma decisão acertada você deverá elogiá-lo, incentivá-lo e demonstrar aprovação pelo seu desempenho. Não permita que o desânimo o vença quando as atitudes de seu filho não coincidirem com o objetivo desejado. Não se esqueça de que esse processo de aprendizado é a longo prazo. Como você já deve ter notado, quase sempre sou prático na exposição do que procuro transmitir. Esforço-me para não me deter apenas na teoria.

É possível elaborar um plano para ajudar a criança ou adolescente a controlar-se, a partir da fase em que começam a entender o que seus pais lhe dizem.

1. Ensinar 
Deuteronômio 6.7, aconselha: "Tu a inculcarás a teus filhos e delas falarás...". Às margens do rio Jordão, o povo de Israel preparava-se para entrar na terra prometida. Moisés considerou oportuno que, antes disso, seus compatriotas conhecessem o pensamento do Senhor quanto a educação e criação de filhos. A exortação específica era para que os pais ensinassem os princípios da Palavra aos filhos pois só assim eles estariam aptos para tomar decisões corretas no futuro.

2. Determinar as informações a serem comunicadas 
Que informações seu filho precisa acumular tendo em vista tornar-se alguém com autocontrole? Quais verdades bíblicas fornecerão uma base sólida para ele fazer escolhas corretas e certas após os dezoito anos de idade? Uma verdade que nossos filhos, com certeza, precisarão compreender, é que suas vidas sempre estarão sob controle de uma de duas forças. Jesus mesmo disse: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar o outro; ou se devotará a um e desprezará a outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas" (Mt 6.24).

O apóstolo Paulo reforçou tal afirmação ao escrever: "Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito a lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rm 8.7,8). Para alcançarmos sucesso na vida cristã, precisamos reconhecer que o autocontrole bíblico e verdadeiro emerge da direção e intervenção de Deus nas nossas vidas através do Espírito Santo. 

Em Gálatas 5.22,23, o autocontrole é um dos frutos do Espírito alistados, indicando que para conseguirmos produzir tal virtude, devemos render nosso próprio espírito ao Espírito de Deus, que nos provê de recursos sobrenaturais para vivermos diligente e disciplinadamente para honrarmos ao nosso Pai e Criador. Sou pai, mas ainda sou filho. Que o tempo que passamos com nossos pais e com nossos filhos, possa ser rico e significativo. A vida passa muito rápido e é fácil nos perdermos dentro dela em atritos e pesos desnecessários. Que possamos em nossos relacionamentos (dos quais pais e filhos é um dos mais preciosos) utilizar o tempo de maneira sábia e natural.

Autor: Pr. Jaime Kemp

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Ter ou Ser? Eis a questão? Filipenses 4:11-13

v11 Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
v12 Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
v13 Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.

“Porque já aprendi a contentar-me com o que tenho” 


Paulo expressa uma verdade fundamental em sua vida, ele sabia viver a sua realidade, ou seja, ele conseguia ser feliz apesar do que acontecia na sua vida.

É interessante observar essa verdade, já que em sua maior parte, as igrejas evidenciam que para ter uma vida feliz é preciso ter e não ser. Não basta ser alguém do Reino de Deus, é necessário apresentar as possessões deste Reino em suas vidas para ser uma pessoa abençoada por Deus. Quando falo de Reino de Deus, não estou me referindo a igreja Reino de Deus do Edir Macedo, mas ao Reino de Cristo.

Jesus disse que o Reino de Deus não vem com aparência exterior, ao contrário do que muitos afirmam, e Paulo tinha consciência disso. É interessante notar que Paulo não tinha nenhum camelo zero quilometro, não tinha nenhuma indústria de tendas, apesar dele se sustentar com a fabricação de tendas na sua jornada evangelística. 

Ao lermos o novo testamento não vamos encontrar nenhum indicio de que os discípulos tinham riquezas, Pedro quando foi ao Templo com João, ao encontrar o coxo pedindo esmolas disse que não podia ajudá-lo financeiramente, mas que podia curá-lo em Nome de Jesus Cristo  (Atos 3:6). Indicando que ele não era nenhum empresário da pesca, apesar de viver da pesca. 

Paulo aprendeu a contentar-se com o que tinha: "em toda a maneira, e em todas as coisas ele era instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade".

Ele explica que seu contentamento vem, não das coisas que ele tinha nesta vida, mas em sua relação com o Senhor. O contentamento, nesta vida, é uma atitude aprendida (4:11). Em todas as coisas que Paulo sofreu por amor do evangelho (veja 1:17; 3:4-11; 2 Coríntios 11:23-30), ele aprendeu a manter sua atenção em Cristo (veja também 2 Coríntios 12:7-10). Se aprendemos a ter Cristo como o foco de nossa vida, a nossa circunstância material perderá sua importância (4:12-13).

As frustrações de não TER - Muitas pessoas estão frustradas espiritualmente porque não tem conseguido alcançar riquezas ou bens, acham que Deus não quer distribuir as riquezas do seu Reino com eles. A teologia da prosperidade criou na mente das pessoas a idéia equivocada de que só são abençoadas se tiverem ou alcançarem bens materiais, longe da realidade da bíblica. As Sagradas Escrituras não dão base para isso. 


* * *

Um pai, em uma situação muito confortável de vida, resolveu dar uma lição a seu filho ensinando o que é ser pobre. Ficaria hospedado por alguns dias na casa de uma família de camponeses. O menino passou três dias e três noites vivendo no campo. 

No carro, voltando para a cidade, o pai lhe perguntou: “Como foi sua experiência?”

“Boa.” respondeu o filho, com o olhar perdido à distância. 

“E o que você aprendeu?”, insistiu o pai. 

“Que nós temos um cachorro e eles têm quatro. Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde têm peixinhos e outras belezas. Que importamos lustres do Oriente para iluminar nosso jardim , enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los. Nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte. Compramos nossa comida e esquentamos em microondas, eles cozinham em fogão à lenha. Ouvimos CD's, Mp3, eles ouvem a sinfonia de pássaros, sapos, grilos, tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho trabalhando sua terra. Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com suas portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos. Vivemos conectados ao celular, ao computador, sempre plugados, neuróticamente atualizados. Eles estão "conectados" à vida, ao céu, ao sol, à água, ao campo, animais, às suas sombras, à sua família.”

O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho e então o filho terminou: “Obrigado, pai, por ter me ensinado o quanto somos pobres!" 

Aí estão, as grandes obras de D’us. Um tapete sobre nossos pés e estendido nos céus. Temos olhos para enxergar, ouvidos para escutar, mas falta a humildade em nossa mente e coração para poder sentir.Esta é a diferença entre o pobre e o rico, entre o ter e o ser. Que possamos nos sentir verdadeiramente pobres para poder crescer.

RRO
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