quarta-feira, 10 de maio de 2017

Doações para o Casal Rebeca e Gustavo


Este casal amado deseja realizar o sonho de mobiliar o apartamento, eles vão se casar em dezembro. Infelizmente as coisas não aconteceram como eles desejavam. Surgiu um imprevisto e as economias tiveram que ser utilizadas para pagar a entrada do apartamento, ficaram sem condições de comprar os móveis e eletrodomésticos. Estou tomando a iniciativa de ajuda-los com o VAKINHA. Se você puder contribuir, eles agradecem de coração, mas se não puder, por favor, não me discrimine pela iniciativa. Meu desejo é ajudar, e sei que Deus sempre recompensa um coração voluntário (2 Co 9:6). Desde já agradeço pela contribuição. Deus abençoe à todos.




quinta-feira, 27 de abril de 2017

Feridas Emocionais


Os problemas vividos na infância podem provocar algumas cicatrizes emocionais que podem predizer como será nossa qualidade de vida quando adultos. Além disso, podem influenciar significativamente na forma como os nossos filhos se relacionarão conosco e com outras pessoas no futuro. Este artigo aborda cinco das feridas emocionais ou experiências dolorosas da infância, que, aliadas a uma parte da nossa personalidade, nos ajudará a observar quais são as nossas próprias feridas:

1- O medo do abandono 
A solidão é o pior inimigo para quem foi negligenciado ou abandonado na infância. Quem já sofreu abandono tende a abandonar prematuramente as pessoas com quem mantém um relacionamento ou seus projetos de vida por medo de ser abandonado novamente. Seria algo como “eu vou antes de você me deixar”, “ninguém me apoia, não estou disposto a suportar isso”, “se você for, não precisa mais voltar…”.

As pessoas que têm feridas emocionais de abandono na infância precisam trabalhar o medo da solidão, o medo de ser rejeitado e as barreiras invisíveis ao contato físico. A ferida causada pelo abandono não é fácil de curar, mas, você consegue perceber uma melhora quando esse medo da solidão começa a desaparecer dando lugar a um diálogo interno positivo e esperançoso.

2- O medo da rejeição 
O medo da rejeição é uma das feridas emocionais mais profundas, porque implica na rejeição de nós mesmos, do nosso interior, ou seja, das nossas experiências, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos. Esse medo pode aparecer por vários fatores como, por exemplo, através da rejeição dos pais, da família ou de colegas e gerar pensamentos de auto rejeição e de auto desqualificação.

A pessoa que tem medo de ser rejeitada não se sente digna de receber afeto ou de ser compreendida e por isso se isola em seu vazio interior. É provável que as pessoas que sofreram rejeição sejam evasivas e por isso é necessário trabalhar os seus temores, os medos internos e as situações que geram pânico. Se este for o seu caso, ocupe o seu lugar no mundo, arrisque-se, tome suas próprias decisões. Faça isso aos poucos e perceba que você ficará menos incomodado se alguém se afastar ou se esquecer de você em algum momento, você não levará isso para o lado pessoal.

3- A Humilhação 
Esta ferida surge quando, em algum momento, sentimos que outros nos desaprovam ou nos criticam. Podemos gerar esse tipo de problemas nos nossos filhos se dissermos que são maus, estúpidos ou se os compararmos à outras crianças; isto destrói a autoestima deles.

As feridas emocionais de humilhação geram uma personalidade dependente. Além disso, como mecanismo de defesa, a criança pode aprender a ser “tirana” e egoísta além de repetir as humilhações humilhando outros. Ter sofrido esse tipo de experiência requer que trabalhemos a nossa independência, nossa liberdade, a compreensão das nossas necessidades e medos, assim como as nossas prioridades.

4- A traição e o medo de confiar 
Surge quando a criança se sente traída por um de seus pais, principalmente no descumprimento de promessas. Isso cria uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e em outros sentimentos negativos por não se sentirem merecedores do que foi prometido ou das coisas que outras pessoas possuem.

Sofrer uma traição na infância constrói uma pessoa controladora. Se sofreu estes problemas na infância, você provavelmente sente a necessidade de exercer algum controle sobre os outros, o que normalmente se justifica como sendo uma personalidade forte. Essas pessoas tendem a confirmar seus erros por meio de suas ações. Para curar as feridas emocionais da traição, é necessário trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender a estar sozinho e a ter responsabilidades.

5- A injustiça 
A injustiça como ferida emocional se origina em um ambiente onde os cuidadores primários são frios e autoritários, isso porque uma exigência exagerada de exercer limites gera sentimentos de impotência e inutilidade, tanto na infância como na idade adulta. A conseqüência direta da injustiça na conduta daqueles que a sofreram é a rigidez, pois estas pessoas tendem a querer ser muito importantes e adquirir grande poder. Além disso, é provável que a pessoa desenvolva um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.

Requer trabalhar a desconfiança e a rigidez mental, criando o máximo de flexibilidade e permitindo-se confiar em outros. Agora que nós já sabemos sobre as cinco feridas emocionais que podem afetar nosso bem-estar, a nossa saúde e a nossa capacidade de nos desenvolver como pessoas, podemos começar a saná-las.

Fonte: LaMenteEsMaravillosa traduzido e adaptado por Psiconlinews. 
Este artigo foi extraído do site: http://www.psiconlinews.com/2016/02/5-feridas-emocionais-da-infancia-que-persistem-quando-somos-adultos.html

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nenhuma educação é perfeita, mas o ensino moral baseado na Bíblia é bom alicerce.


Na Bíblia a educação das crianças é da responsabilidade dos pais. Os pais têm o dever de ensinar seus filhos sobre Deus. Essa é a parte mais importante da educação de uma criança. As coisas que as crianças aprendem em pequenas vão orientar o resto de suas vidas. Por isso, a educação das crianças é um trabalho muito importante. Nenhuma educação é perfeita, mas o ensino moral baseado na Bíblia é bom alicerce. 

Educação das Crianças na Bíblia 

Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. Efésios 6:4 

Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Deuteronômio 6:6-7 

Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles. Provérbios 22:6 

Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. 2 Timóteo 3:15 

Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Hebreus 12:7 

Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo. Provérbios 13:24 

Ouçam, meus filhos, a instrução de um pai; estejam atentos e obterão discernimento. Provérbios 4:1 

Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura. Provérbios 23:13-14 

Venham, meus filhos, ouçam-me; eu ensinarei a vocês o temor do Senhor. Salmos 34:11 

A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela. Provérbios 22:15 

Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço. Provérbios 1:8-9 

A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Provérbios 29:15 

Fala com sabedoria e ensina com amor. Provérbios 31:26 

Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez. Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos, de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos que ainda nasceriam, e eles, por sua vez, contassem aos seus próprios filhos. Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos. Salmos 78:4-7 

Todos os seus filhos serão ensinados pelo Senhor, e grande será a paz de suas crianças. Isaías 54:13

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Felizes a dois: dicas práticas e simples

Na maioria das vezes, casais que procuram atendimento psicoterápico trazem consigo insatisfação sexual e acreditam que a perda de intimidade física do casal tem sido tanto causa como consequência de outros problemas conjugais.

A rotina cheia de compromissos e o desgaste conjugal oriundo do acúmulo de responsabilidades e fadiga têm sido elencados como os vilões desta insatisfação. Enquanto a maioria dos homens reclama que as suas esposas não têm tempo para eles, as mulheres, em contrapartida, queixam dos maridos que não entendem o seu cansaço e falta de libido. Por isso, quero dedicar a nossa coluna deste mês para dar algumas dicas simples para casais que estão enfrentando dificuldades na vida íntima.

Não se acomodem diante de uma vida sexual sem satisfação. Conversar com o cônjuge sobre sexo, falar o que lhe agrada e desagrada e ouvir o que ele (a) tem a dizer constitui passo fundamental para que comecem a se entender. Muitos homens não sabem o que a esposa espera deles e as mulheres se queixam de parceiros egoístas que não se preocupam com elas, por isso torna-se imprescindível uma conversa franca e amável.

Planejem sair sozinhos, sem filhos, parentes ou amigos. Convide seu cônjuge para sair a sós. Planejem para estar em algum lugar calmo e privado. Deixem os filhos com alguém responsável para não trazer preocupações durante esse período. Sair a sós não deve gerar culpa, como se estivessem abandonando a família: proporcionar bem-estar pra vocês acarretará em benefícios também para os filhos. Além disso, estarão ensinando para a criança que a individualidade é importante e que ela também deverá desenvolver esse hábito com o seu futuro cônjuge.

Animem-se para traçar planos juntos. Muitos casais perdem a intimidade porque só conversam sobre problemas, contas a pagar, educação de filhos etc. Parece que funcionam como empresa. Não sabem como fazer isso? Lembrem da época de namoro, quando era tão gostoso estar juntos pensando sobre o futuro!

Busque nas lembranças o que fazia seu cônjuge feliz. Lembra que você fazia de tudo pra ver o brilho nos olhos dele(a)? Um jantar, um presente qualquer ou um simples passeio. Faça isso e o resultado será satisfatório.

Evite comentários pejorativos sobre o outro. Quando não nos sentimos respeitados, seja porque a forma física já não é a mesma ou porque os nossos defeitos estão constantemente sendo pontuados pelo outro, reagimos nos isolando emocionalmente e, consequentemente, afastando fisicamente do outro. Ninguém psiquicamente saudável sente-se à vontade com quem não lhe respeita.

Cuidem da saúde. Exercício físico, alimentação equilibrada, dormir bem, dentre outros hábitos saudáveis, são essenciais para uma vida sexual satisfatória. Um corpo doente e cansado não é capaz de sentir e dar prazer de forma plena.

Excluam dos hábitos de vocês todos os estímulos sexuais prejudiciais: filmes, novelas, sites e revistas com conteúdo pornográfico etc. Tais estímulos podem gerar o desejo de ter um companheiro com corpo perfeito, disposto a qualquer ato sexual, distanciando ainda mais o casal.

Por fim, decidam ser felizes. Tudo que queremos conquistar ou mudar em nossa vida começa pela tomada de decisão, e a tomada de decisão gera comportamentos em direção do fim desejado. Mesmo sendo difícil, não desistam, pois valerá a pena!

Fonte: www.doutorarosana.com - Artigos

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Páscoa e seus significados

Pessach (do hebraico פסח, que significa passar por cima ou passar por alto[1]) é a "Páscoa judaica", também conhecida como "Festa da Libertação", e celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito em 14 de Nissan no ano aproximado de 1440 a.C (para os conservadores) ou 1280 a.C. (para os liberais).[2]


Como os antigos judeus comemoravam esta data?

Segundo Êxodo capítulo 12, Páscoa deveria ser celebrada com um jantar familiar, onde um Cordeiro seria assado e comido por todos. O jantar também deveria ter o pão asmo ou sem fermento (matzá, em hebraico) e ervas amargas. O pão sem fermento nos ajuda a lembrar que na noite da Páscoa no Egito, comemos às pressas e o pão não teve tempo de fermentar. As ervas amargas nos lembram de como nossa vida era amarga quando éramos escravos de Faraó. Por volta do ano 550 a.C., os judeus criaram uma sequência para o jantar (chamada de Hagadá), que incluía o relato do Êxodo, os 4 cálices de vinho e o Charosset (pasta doce). A intenção do mandamento (Êxodo 12:26) é que todos os membros da família participem das narrativas e da liturgia, e que a festa seja uma ferramenta didática para se ensinar às crianças sobre como o Senhor nos libertou com mão forte do Egito.

Última Ceia de Páscoa do Senhor

Quinta-feira era o primeiro dia da Festa dos Pães asmos, e da Páscoa judaica, em que os judeus imolavam e comiam o cordeiro pascal. Havia uma intensa "correria" neste dia. Preparar a refeição da Ceia da Páscoa judaica, era algo complexo e tomava tempo. Os judeus seguiam rigorosamente a prescrição da Lei. Tudo tinha que ficar pronto até a tarde, quando chegava o momento de celebrar o alimento especial para a ocasião. E Jesus e seus discípulos precisavam de um local para essa celebração da páscoa, algo difícil de se conseguir, devido ao grande número de peregrinos, que vinham de todas as partes de Israel, para a celebração da Festas dos Pães Asmos e da Páscoa judaica, em Jerusalém.


"E, no primeiro dia dos pães ázimos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?" Marcos 14:12 

Entretanto, o Mestre que estava sempre na dependência do Pai, não ficou desamparado, e revelou a seus dois discípulos mais íntimos, Pedro e João, como fariam para achar o lugar perfeito, para a ocasião da Páscoa judaica e da Última Ceia. 

E enviou dois dos seus discípulos, e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem, que leva um cântaro de água, vos encontrará; segui-o." Marcos 14:13 

Esta era uma tarefa de confiança, e Jesus os enviou secretamente, para que Judas não soubesse até o último momento, o local da reunião, pois avisaria os príncipes dos sacerdotes, que teriam uma excelente oportunidade para prender Jesus. Mas Jesus não queria ser perturbado antes de deixar o legado da Santa Ceia à Igreja. 

E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado e preparado; preparai-a ali." Marcos 14:14-15 

Não foi difícil encontrar o cenáculo, pois tudo ocorreu conforme Jesus havia predito. O dono da casa os recebeu prontamente e pôs à disposição deles uma ampla sala adornada com tapetes e sofás, preparados para a refeição pascal. O cenáculo era um cômodo construído sobre o terraço da casa, onde Jesus e seus discípulos poderiam ficar em total segurança e tranquilidade. O proprietário do cenáculo, certamente era um servo fiel a Deus. 

Os alimentos da Páscoa

Pedro e João, além de encontrar o lugar onde seria celebrada a Páscoa, tinham que preparar os diversos alimentos, segundo o costume judaico. Os pães asmos, feitos sem fermento, medem 25 centímetros de diâmetro e alguns milímetros de espessura. A superfície é cheia de rugas. Eram preparados com farinha diluída em água, postos em pratos e levados ao fogo até endurecerem. 

O gosto era insosso, de uso obrigatório durante todo o tempo das festividades da Páscoa, cujo propósito era recordar quando Deus libertou o seu povo do jugo dos egípcios (Êxodo 12:15-20,39). 

Eles tinham também que conseguir as ervas amargas - alfaces, salsinha, agrião, rabanetes silvestres, entre outras - conforme a prescrição da instituição da primeira Páscoa em Êxodo 12.8. E tudo aquilo envolvia a preparação de um molho espesso e avermelhado, chamado em hebraico haroset, composto de uma mistura de frutas secas - tâmaras, amêndoas, figos, passas - esmagadas e diluídas em um pouco de vinagre. Esses dois tipos de alimentos simbolizavam os sofrimentos que os hebreus suportaram no Egito. O sentido do molho haroset era representar os tijolos que seus antepassados tiveram que fabricar à custa de muito esforço (Êxodo 1:1-14). 

Havia outros pratos a preparar, bem como providenciar uma quantidade suficiente de água e vinho. Mas o prato principal era o cordeiro pascal, que deveria ser de um ano, sem defeito algum. Era imolado depois do meio-dia, conforme a lei. Os chefes de família podiam também realizar esta tarefa, por não haver sacerdotes suficientes para realizar tanto trabalho.
Para isso, eram divididos três grupos que se revezavam das 3 às 5 horas, no pátio dos sacerdotes, diante do santuário, a pouca distância do altar dos holocaustos. Ao sinal das trombetas dos sacerdotes, cada um imolava o seu cordeiro. Os sacerdotes, postos em duas filas, recolhiam o sangue das vítimas em recipientes de ouro ou de prata, que iam passando de mão em mão (quase que numa alusão profética, sobre o cálice da Santa Ceia de Jesus, que representava o seu sangue derramado, que passou de mão em mão dos seus discípulos), até chegar aos que estavam próximos ao altar. 

Em seguida, esquartejavam os cordeiros, sem quebrar nenhum osso, e tiravam a gordura para queimá-la no altar dos holocaustos. Concluído o ritual e o canto dos salmos, o cordeiro era envolvido na própria pele e levado à casa do seu dono. 

Com dois galhos de romãzeira postos em forma de cruz, o animal era introduzido no forno. Esse foi o trabalho de Pedro e João durante toda aquela quinta-feira. Ainda em nossos dias, os judeus cumprem rigorosamente essa prescrição. Cada família tem o cuidado de se livrar de todo pão fermentado que reste na casa. Apenas renunciaram ao cordeiro pascal, por não poderem mais imolá-lo no templo, destruído pelos romanos no ano 70 D.C. 

A ceia da Páscoa Judaica

A ceia seguia determinados rituais e símbolos da Páscoa que os evangelhos não descrevem. Os participantes, começavam lavando as mãos. Quando todos estavam em seus lugares, o chefe de família tomava em suas mãos uma taça cheia de vinho tinto, levemente aguado, e a abençoava com uma oração. Esta oração iniciava com as seguintes palavras: "Bendito sejas, Senhor nosso Deus, que tens criado o fruto da videira". Logo em seguida, após ter bebido o vinho, passava a taça aos demais, e cada um devia beber um gole. 

O dirigente da cerimônia abençoava as ervas amargas, tomava delas, molhava-as no molho e as comia. Os demais convidados faziam o mesmo. Só depois disso é que o cordeiro pascal era posto na mesa. Conforme a prescrição de Êxodo 12:26, era explicado o significado da Páscoa e suas cerimônias. Depois, fazia a oração chamada Hallel, composta dos Salmos 113 e 114. Enchia-se outra taça e, como a primeira, passava de mãos em mãos. 

Encerravam a segunda parte da refeição com a oração: "Bendito sejas, Senhor nosso Deus, rei do Universo, que nos tens libertado e liberaste a nossos pais do poder do Egito". 

Na terceira parte da cerimônia, os convidados lavavam as mãos, novamente. O dirigente partia um pão asmo, comia um pedaço, acrescentava ervas amargas, molhava-o no molho haroset e o distribuía aos presentes. Em seguida, faziam a bênção do cordeiro pascal, que era cortado delicadamente e repartido entre todos. Concluída a refeição, todos bebiam a terceira taça de vinho que se chamava o cálice da bênção, porque era de especial forma abençoado. Cantavam a segunda parte do Hallel, Salmos 113 a 118, e outros salmos. Todos deveriam se retirar antes da meia noite. 

Como as famílias devem hoje celebrar esta data?

Os Judeus (sejam eles crentes em Yeshua ou não), celebram esta festa da forma descrita acima pois ela é um estatuto perpétuo (Êxodo 12:14). Para os judeus crentes, esta festa é ainda mais especial, pois Yeshua é o nosso Cordeiro Pascal. Mas, e os cristãos não-judeus? 

Temos provas históricas que a Igreja, até meados do século IV d.C., celebrava a Festa de Páscoa como os judeus (com pães asmos e no dia 14 de Nissan) – I Coríntios 5:8 e Cl 2:16. Algumas obras Patrísticas também atestam a mesma coisa (Peri Pascha – Melito de Sardes – século II d.C.). Vejam o que escreve Polícrates, então bispo de Éfeso, sobre a celebração de Pêssach. Ele estava argumentando contrariamente à decisão do Bispo de Roma, Papa Vitor I, sobre a imposição de mudança da data e do simbolismo da Páscoa: 

“Nós observamos o dia exato, sem tirar nem por. Pois na Ásia grandes luminares também caíram no sono [morreram], (…) incluindo João, que foi tanto uma testemunha quanto um professor, que se deitou no peito do Senhor e (…) Policarpo, que foi bispo e mártir; e Tráseas, bispo e mártir de Eumênia, que dormiu em Esmirna. Por que precisaria eu mencionar o bispo e mártir Sagaris, que se deitou em Laodicéia, ou o abençoado Papirius ou Melito (…)? Todos estes observavam o décimo-quarto dia da Páscoa judaica de acordo com o evangelho, não desviando em nenhum aspecto, mas segundo a regra de fé. E eu também, Polícrates, o menos importante de todos, faço de acordo com a tradição de meus pais (…) E meus parentes (07 outros bispos) sempre observaram o dia que as pessoas separavam o fermento (…) Pois os que são maiores que eu disseram ‘Nós devemos obedecer a Deus ao invés dos homens…‘ (…) ”. Eusébio sobre a Carta de Polícrates de Éfeso ao Papa Vitor I – História Eclesiástica – Livro V – Capitulo 24 

A Pascoa Judaica só foi proibida de ser celebrada no Concílio de Antioquia, em 341 d.C, e demorou quase 400 anos até que as pessoas tivessem deixado de vez esta tradição dos apóstolos. Assim, os cristãos de hoje deveriam obedecer ao apóstolo Paulo e seguir o exemplo dos primeiros crentes, realizando em suas igrejas e em suas famílias um jantar festivo, com pão sem fermento, o cordeiro assado e ervas amargas, para se lembrarem de como a vida era amarga antes de conhecermos a Yeshua, e como ele nos RESGATOU com mão forte das garras do inimigo e da escravidão do pecado, e nos fez NOVA CRIATURA sem o fermento do pecado. Deveríamos todos celebrar neste dia como o SANGUE do Messias foi derramado por nós, nos marcando e nos consagrando a D-us. 

Um detalhe que também merece destaque é a ordenança na Torá para que nenhum ESTRANGEIRO/ESTRANHO (nechár – נֵּכָר ) participasse da celebração de Pêssach, uma vez que tal fato traria juízo sobre a vida daquele que fosse alheio ao evento e sua conotação material e principalmente espiritual. Se algum estrangeiro ou peregrino (תּוֹשָׁב tosháv), estivesse presente às vésperas de um jantar de Pêssach na casa de uma família judaica, este teria que ser circuncidado para poder participar (Ex. 12:43-48). Logicamente, este mandamento continua ainda em vigor. Porém, é importante lembrar das palavras dos profetas de ISRAEL que apregoam que haveria um tempo onde o Eterno APROXIMARIA ao seu povo (Israel) outros povos mediante a sinceridade da escolha em se GUARDAR a Sua aliança. Vejamos: 

“Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e os porá na sua própria terra; e unir-se-ão a eles os ESTRANGEIROS, e estes se ACHEGARÃO à casa de Jacó”. (Isaías 14:1) 

“Aos ESTRANGEIROS (נֵּכָר ) que se APROXIMAM ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e ABRAÇAM A MINHA ALIANÇA, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios SERÃO ACEITOS no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para TODOS os povos. Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda CONGREGAREI outros aos que já se acham reunidos”. (Isaías 56:6-8) 

Ou seja, o próprio ETERNO aproximaria e enxertaria em seu povo ISRAEL, OUTROS povos que temem o SEU nome e guardam a SUA aliança. Sabemos que a obra do MASHIACH YESHUA consiste exatamente em APROXIMAR os gentios das promessas e alianças feitas pelo ETERNO a ISRAEL, fazendo-os CO-HERDEIROS e CO-PARTICIPANTES com ISRAEL. Tais gentios, servos do D-us altíssimo mediante a OBRA do Messias, NÃO SE TORNAM JUDEUS, mas sim, passam a fazer parte do POVO de D-us, juntamente com os Judeus. Vejamos como o rabino Shaul (Apóstolo Paulo) explica esse princípio para gentios crentes no Messias Yeshua: 

“Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão (…), naquele tempo, estáveis sem Messias, SEPARADOS da comunidade de ISRAEL e ESTRANHOS às alianças da promessa (…) Mas, agora, no Messias Yeshua, vós, que antes estáveis longe, fostes APROXIMADOS pelo sangue do Messias. (…) E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já NÃO SOIS ESTRANGEIROS (נֵכָר nechár) ou PEREGRINOS (תּוֹשָׁב tosháv), mas concidadãos dos santos, e sois da FAMÍLIA de Deus (…) ”. (Efésios 2:11-19); “…os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa através do Mashiach Yeshua, por meio do evangelho; (Efésios 3:6); 

Os Gentios que receberam a aproximação e remissão de suas iniquidades através da obra do Messias, são feitos também FILHOS DE ABRAÃO e também são HERDEIROS da PROMESSA, não mediante a descendência sanguínea ou pela CIRCUNCISÃO DA CARNE, mas pela fé: ” E, se sois do MASHIACH, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”. (Gálatas 3:29). Não é a circuncisão que purifica os gentios crentes em D-us, mas a obra de redenção do Mashiach. Veja uma outra instrução do rabino de Tarso para GENTIOS servos do Senhor Yeshua: 

“Nele (Yeshua), também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de DOGMAS (δόγμασιν “dogmas” – leis NÃO-BÍBLICAS que desprezavam o não-judeu), o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; ” (Cl 2:11-14). 

Ou seja, esses gentios em Cristo não são, DE FORMA ALGUMA, ESTRANHOS ou ESTRANGEIROS à fé no D-us de Abraão, Isaque e Jacó. Não são peregrinos nem povos inaptos a adorarem a D-us. SÃO TAMBÉM FILHOS DE ABRAÃO CONFORME A PALAVRA DOS PROFETAS DE ISRAEL. 

Assim, o não-judeu que serve ao D-us de Israel através da obra do Messias Yeshua, não se encaixa na proibição de Êxodo capítulo 12, pois não é estranho nem estrangeiro em relação à fé e à aliança de D-us com o seu povo. Ele foi aproximado e feito POVO de D-us juntamente com os judeus (Isaías 14:1; 56:8). Por isso, o rabino Shaul ORDENA a celebração de Pêssach também aos gentios no Messias em I Coríntios 5:8.


Ovo de páscoa… pode?

A Páscoa Cristã, oficializada pelos pais da Igreja Católica no século IV d.C., foi instituída com o intuito de substituir a Páscoa celebrada por Yeshua e pela Igreja até então. Nos países de língua anglo-saxônica a páscoa cristã é conhecida como “Easter”, mas nos países de língua latina a palavra “Páscoa” foi mantida como uma transliteração da palavra “Pêssach”, em hebraico). O nome “Easter” é proveniente de uma festividade de primavera celebrada por Assírios, Babilônios (e posteriormente Celtas), em adoração a deusa Ishtar (ou Oestre no mundo nórdico). Esta era a deusa da fertilidade, daí ovos e coelhos eram usados como simbolismos. Em outras palavras, qualquer historiador ou qualquer enciclopédia atestará que a origem do ovo é pagã. Se temos a verdadeira Páscoa que era celebrada por Yeshua, pelos apóstolos e pela Igreja até o séc. VI d.C, porque deveríamos adotar costumes pagãos em nossas casas? Será que Yeshua endossaria a troca de ovos enfeitados e coelhos de chocolates? Que cada discípulo de Cristo verdadeiro saiba discernir a Fé que vive e ensina a seus filhos.


Referencias:

1. Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, pág. 1.223. Editora Vida Nova. Edição: 1998. 2. Ministério do Turismo de Israel 3. Ensinando de Sião. http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/o-verdadeiro-sentido-da-pascoa-pessach/ 4. Rude Cruz. http://www.rudecruz.com/ceia-pascoa-senaculo-estudos-biblicos-evangelicos.php
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