segunda-feira, 13 de julho de 2009

Princípios da Intimidade Aprovados por Deus


Existem alguns princípios da intimidade que devem ser observados para um bom relacionamento conjugal. Entre eles, a benevolência, a submissão e a concordância mútua.

O primeiro está registrado em 1 Coríntios 7:3: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.” No contexto deste versículo, a devida benevolência dos cônjuges implica que eles, de boa vontade, satisfaçam sexualmente um ao outro. A mulher não é mero objeto de satisfação sexual do homem, nem o homem da mulher. Mas dentro do casamento deve existir uma satisfação mútua. Para que isto ocorra, é preciso que o princípio da intimidade seja valorizado. Não pode haver egoísmo. Deve haver interesse recíproco, diálogo, honestidade, amor, compreensão, confiança mútua, conhecimento dos gostos e das preferências de cada um.

Muitos problemas no relacionamento são fruto de intimidade dos cônjuges. Isto ocorre porque alguns casais começam uma vida a dois sem conhecerem o caráter, a personalidade e as motivações um do outro. Casam-se no auge da paixão ou atraídos pela beleza física do outro. Com o tempo as adversidades que enfrentam na vida, o fogo se apaga, os cônjuges se afastam, e o relacionamento fica desgastado. Cônjuges, não permitam que isto aconteça! Satisfaçam-se sexualmente. Cortejem e conquistem o amor um do outro diariamente. Sejam românticos, apaixonados.

O marido não deve ser apressado, grosseiro, rude, mecânico ou impaciente na relação sexual, mas manter-se calmo, relaxado. Precisa tratar a esposa com carinho, deixá-la à vontade e ser sensível às necessidades e aos desejos dela no ato sexual, para que tenham prazer juntos. O marido que durante a relação sexual age com impaciência geralmente deixa a esposa insegura e frustrada. Isto acontece porque a mulher é mais sensível. Precisa, antes de tudo, ser bem tratada ao longo do dia, cortejada, tocada, acariciada. Precisa sentir-se amada e desejada para se entregar ao amado.

O ato sexual em si reflete o envolvimento emocional entre os parceiros, e torna-se mais prazeroso quando envolve carinho e sedução mútuos. Sendo assim, além da benevolência, a entrega mútua (1 Co 7:4) também é importante para um relacionamento saudável e feliz. Isto porque, no casamento, marido e mulher são livres para desfrutar do corpo um do outro, desde que não se violentem emocionalmente. Sendo assim, especialmente o homem não deve ser egoísta nem coagir a esposa a fazer algo que a desagrade. Ele precisa lembrar-se de que, na relação sexual, a mulher tem a primazia. Não pode sentir-se forçada a algo; caso contrário, criará um bloqueio psicológico, e o princípio da intimidade conjugal será rompido.

O terceiro princípio da intimidade aprovada por Deus que deve ser observado no relacionamento é o consentimento mútuo (1 Co 7:5). De acordo com este princípio, nenhum cônjuge pode tomar nenhuma decisão importante sem o consentimento do outro cônjuge; nem mesmo entregar-se a um jejum. Também não pode usar a atividade sexual como instrumento de chantagem emocional, para obter o que quer do outro.

Em suma, a relação sexual é uma espécie de “termômetro do relacionamento conjugal”. Quando é corretamente praticada dentro dos critérios bíblicos, reforça a união do casal e traz felicidade e prazer mútuos.

Fonte: Revista Fiel – Julho de 2009

Autor: Pastor Silas Malafaia

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