segunda-feira, 12 de abril de 2010

Marcas do passado ou remendo mal pregado?


“É sabido, hoje, que muitas enfermidades físicas decorrem de enfermidades emocionais crônicas. O homem do século XXI sofre um grande stress emocional que o leva, fatalmente, a doenças físicas.

Muitos são os avanços no sentido de trazer soluções para este stress e, portanto, para a saúde psíquica e física. Contudo, um velho hábito pode retardar uma melhor qualidade de vida e, até mesmo, impossibilitar a vivência de um equilíbrio emocional. É o hábito de trazer consigo as experiências negativas do passado e guardá-las em seu interior como se fossem jóias intocáveis de tão preciosas.

Não é incomum encontrar no dia-a-dia do aconselhamento profissional ou ministerial, pessoas que querem resolver os conflitos e as questões do presente sem que permitam que se tratem as questões do passado. Basta um leve toque e a pessoa tem o humor completamente alterado. Passa rapidamente de doce e frágil, necessitado de ajuda para um mal humorado e, muitas vezes, grosseiro ouvinte.

O texto bíblico que delineia o proceder daquele que decide ter uma nova vida espiritual, emocional e física, segundo os padrões de Deus, afirma que: “As coisas velhas se passaram e eis que tudo se fez novo” (II Co 5.17). Entretanto, esta verdade é para aqueles que permitem tal processo de mudança de vida por completo. Deus criou e respeita o livre arbítrio, não impondo, obrigando ou exigindo nada diverso da vontade individual, mas, Ele orienta, ensina e dá o exemplo de como obter uma nova vida abundante em todos os sentidos.

Não existe uma enorme borracha invisível que apagará as memórias negativas do passado que servem, inclusive, como marcas para que não esqueçamos quem somos, de onde viemos e como Deus nos trouxe até onde chegamos. O que ocorre é que muitas pessoas, ao se converterem, colocam um remendo nas questões passadas e, da noite para o dia, se declaram uma nova pessoa, totalmente modificada, revestida da auréola da religiosidade.

O tempo, porém, é implacável e os remendos começam a se desprender e, no menor movimento, lá está a ferida de novo aberta, infeccionada e doendo muito. Marcas do passado sim, remendos mal pregados, não! Ninguém tem culpa do passado de cada um de nós, porque toda culpa já foi expiada na cruz.

É ato de coragem, de entendimento, de amor e confiança em Deus, buscar ajuda pastoral e profissional para o tratamento e cura das feridas do passado. É necessário lembrar e confessar para receber a cura: “Confessai as vossas culpas uns aos outros para serdes curados” (Tg 5.16). Depois dar manutenção e fazer a prevenção contra novas feridas, tal qual na área física. Reter o remendo sobre a ferida pode trazer dramáticas consequências para quem retém, assim como para quem se relaciona com quem está retendo.

Qual o preço do orgulho? Infecção, podridão, necrose e morte! Mas “o dom gratuito de Deus é a vida eterna” (Rm 6.23) e o preço pago para esta qualidade de vida já foi pago. “Vinde e comprai, sem dinheiro” (Is 55.1). É mais simples do que se imagina. Crie coragem em Deus e se livre do fardo contaminado e contagioso do passado. Busque ajuda pastoral e profissional. Viva a vida plena em Cristo Jesus!”

Escrito Por Eliane Limonge Duri

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