quinta-feira, 10 de junho de 2010

Parte II - Brigas típicas de casais e como resolvê-las



Viver junto com outra pessoa nem sempre é um mar de rosas. Mas com um pouco de tolerância e bom senso muitas brigas podem ser evitadas. Saiba o que fazer para não deixar que sua carreira interfira no seu relacionamento.  

O trabalho e a carreira Em muitos casamentos, para além de quem ganha mais, as brigas podem vir pelo lado de quem tem um lugar mais importante em nível de trabalho. Os conflitos surgem quando cada um tem um plano de carreira individual e a isto se soma o ingrediente da competência, sobretudo quando ambos trabalham na mesma atividade. Nestes casos, o casamento não é um apoio para o crescimento profissional já que reduz espaço e tempo para a carreira. Isso é mais sentido pelas mulheres que pelos homens.  

Por quê? Por que a mulher atua nos dois terrenos. Para o homem, por uma questão cultural, o casamento é um suporte porque ela se ocupa dos trabalhos cotidianos e ele se dedica ao trabalho e a trazer dinheiro para casa. Em contrapartida, a mulher, além de trabalhar e querer desenvolver-se profissionalmente, sente como sua responsabilidade cuidar da casa. E se não faz, ou não faz bem, sente culpa.

Trabalhar no mesmo lugar pode ser mais conflituoso que em lugares diferentes? Sim, pode ser conflituoso, mas também tem suas vantagens. Isto de trabalhar juntos é muito comum hoje em dia. Por que muitos casais se conhecem estudando, no trabalho ou criando um empreendimento juntos. Tudo depende de como manejam o tema da competência e dos interesses comuns. Por um lado, estes interesses comuns e um certo grau de compreensão, de cumplicidade, facilita a comunicação e uma maior aproximação. Mas, se membros do casal são muito competitivos, esta área comum pode ser fonte de conflitos.

Se diz que “os problemas de casa devem ser deixados em casa e os do trabalho, no trabalho”, isto é realmente possível? Isto é difícil de pôr em prática. Se dizemos que temos que deixar os problemas fora, então, quem chega a esta casa? Uma coisa é estar envolvido com trabalho o tempo todo, e não admitir outro tema de conversa; e outra coisa é pretender que se chegue em casa como se nada houvesse acontecido. Quando decidimos “deixar os problemas do trabalho fora”, na realidade deveríamos dizer “ necessito que você se envolva com os temas da casa”, e que trabalho não seja o único importante. Se existe algo que nos preocupa e ocupa nossa libido, nossa energia e atenção nesse momento, não podemos deixar de abordá-lo com o cônjuge. Quando uma pessoa se relaciona com outra, o faz na totalidade, não parcialmente. Um casamento é um lugar onde devemos nos envolver. Por isso, se deve falar sobre todos os temas. A questão é como os abordamos.  

Como abordar o tema da competição? Creio que a primeira coisa que se deve admitir é que, para que haja rivalidade, deve haver, pelo menos, duas pessoas. Se um não tem com quem competir, o outro não pode fazê-lo. A partir daí, se verá como se resolve. O mais importante é você tomar uma posição. Lembremos que só podemos mudar a nossa própria cabeça.
 
Fonte: Revista Buena Salud
Enviada por: J.C
Tradução e Edição: Denise Moura

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