segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A certeza da Vinda de Jesus Cristo

A vinda de Jesus será precedida de sinais, já descritos na Bíblia. Alguns desses sinais são:

1) Apostasia (2 Ts 2.3);

2) multiplicação de religiões e práticas demoníacas (2 Co 4.4; 1 Tm 4.4);

3) indiferentismo espiritual (2 Tm 3.1-6; Jd v. 18;

4) guerras (Mt 24.6);

5) restauração nacional de Israel (Lc 21.29,30);

Apostasia é o abandono da fé e da doutrina como o exemplo em 2 Timóteo 2.18. A apostasia mencionada em 2 Tessalocicenses 2.3 só pode ocorrer na igreja. O mundo não tem do que se apostatar. A frieza espiritual, o modernismo teológico, o mundanismo, o materialismo filosófico, o conformismo e o desvio espiritual avolumam-se no meio do cristianismo professo.Apocalipse 3.14-18 mostra profeticamente a igreja morna na época do arrebatamento  da Igreja.

A humanidade atual, em todas as camadas socias, em todos os países, torna-se cada vez mais indiferente a Deus, à sua Palavra, e a tudo mais que lhe diz respeito. Estamos falando em sentido geral, não local. Outros fatos também antecedem a vinda de Jesus, conforme Ele mesmo nos faz ciente em Lucas 17.26-30; 18.8b.

1. A vinda de Jesus está relacionada com os tres grupos de povos em que Deus mesmo divide a raça humana: Judeus, Gentios, e a Igreja de Deus (1 Co 10.32).

  Para a Igreja Jesus virá como seu Noivo, a fim de levá-la para si (Jo 14.3). Isso inclui todos os santos de todos os tempos.

  Para Israel Jesus virá como o seu Messias e Libertador, após prová-lo e expurgá-lo mediante a Grande Tribulação (Mt 23.39; 26.64; Rm 11.26)

  Para os gentios, isto é, as nações em geral, Jesus virá como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, e Juiz, para julgá-las, e, após isso, reinar sobre elas com vara de ferro, isto é com justiça (Sl 2.6-10; 96.13; Is 9.6).

Não estamos afirmando que Jesus virá duas ou tres vezes, e sim que sua vinda relaciona-se com tres grupos de povos (1 Co 10.32).

2. A certeza da vinda de Jesus

Evidências

1) Ele mesmo afirmou que voltará para buscar os seus (Jo 14.3; Ap 22.20);

2) os anjos afirmaram que Jesus voltará (At 1.10,11);

3) os escritores da Bíblia, movidos pelo Espírito Santo, afirmam que Jesus voltará (Jó 19.25; Dn 7.13,14; Hb 9.27,28);

4) os sinais que ora se cumprem, segundo as profecias da Bíblia, atestam que Jesus virá (Mt 16.3; 24.3);

5) o testemunho constante da Ceia que o Senhor ordenou nas igrejas, assegura que Ele virá (1 Co 11.26).

A vinda de Jesus abrange um período de certa extensão. É um evento em duas fases bem distintas. Na primeira fase é o arrebatamento da Igreja.


1. O arrebatamento e o que ocorrerá nos céus.

O arrebatamento é um mistério que só será plenamente compreendido quando ocorrer (1 Co 15.51). Ele será o evento inicial de uma série que abrangerá a Igreja, Israel e as nações em geral.

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" 1 Ts 4.16

Nesse instante Jesus também trará consigo os fiéis que estavam com Ele, os quais se unirão a seus corpos, já ressuscitados e glorificados. A seguir, os fiéis vivos na ocasião serão transformados e glorificados, e todos juntos seguirão com Jesus para o Céu.

"A fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos." 1 Ts 3.13

"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." 1 Ts 4.13-17

"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." 1 Co 15.51,52

Nessa fase da sua vinda; no arrebatamento, Jesus não vem à terra, ao solo. O mundo também não tomará conhecimento do fato. O mundo saberá depois, quando notar a ausência, a falta, o desaparecimento de milhões de cristãos.

É esta bem-aventurada esperança que nos anima e fortalece até nas horas mais escuras.


2. O arrebatamento da Igreja e o que acontecerá nos ares.

No arrebatamento, Jesus virá até as nuvens. Seus pés não tocarão o solo desta vez, como acontecerá mais tarde, quando Ele se revelar publicamente, descendo sobre o monte das oliveiras.

3. O Arrebatamento da Igreja, e o ocorrerá na terra.

Na terra, dará a ressurreição dos mortos justos, e também a transformação dos vivos (justos), segundo o que está escrito em 1 Tessalonicenses 4.16,17. Este duplo milagre é chamado na Bíblia de redenção do corpo (Rm 8.23). Quanto à ressurreição dos justos, o que temos no arrebatamento da Igreja é a continuação da primeira ressurreição, iniciada por Jesus - “ Cristo, as primícias” (1 Co 15.23), e concluída em Apocalipse 20.4. Em 1 Coríntios 15.23, o termo “ordem”, no original, indica fileira, grupo, turma, como formatura de militares ou de escola.

4. A ressurreição dos justos e a dos injustos.

A ressurreição dos justos e a dos ímpios é claramente ensinada nas escrituras. Ela é prova de que os que morrem não deixam de existir. Há na Bíblia, duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos, havendo um intervalo de mil anos entre elas (Dn 12.2; Jo 5.28,29; Ap 20.5). A expressão bíblica “ressurreição dentre os mortos”, como em Lucas 20.35 e Filipenses 3.11, implica uma ressurreição em que somente os justos participarão, continuando sepultados os ímpios. Esta expressão é no roginal “ek ton nekron” ressurreição dentre os mortos. Sempre que a Bíblia trata da ressurreição de Jesus ou dos salvos, emprega estas palavras. A expressão nunca é usada em se tratando de não-salvos.

A primeira ressurreição abrange pelo menos três distintos grupos de ressuscitados:

a) As primícias da primeira ressurreição. São Cristo e os que ressuscitaram quando Ele venceu a morte (Mt 27.53; 1 Co 15.20,23; Cl 1.18). A Festa das Primícias em Levítico 23.10-12 tipificava isto, quando um molho (que é um coletivo) era movido perante o Senhor. Molho implica um grupo. Esta festa típica previa Jesus ressuscitar com um grupo, o que de fato aconteceu.

b) A colheita geral da ressurreição. Os que vão ressuscitar no momento do arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16) são todos os mortos salvos desde o tempo de Adão. (Dt 16.9,10)

c) Os rabiscos da colheita (Lv 23.22). Os gentios salvos e martirizados durante a Grande Tribulação, ressuscitarão logo antes do Milênio, (Apocalipse 6.9-11; 7.9-14; 15.2; 20.4).
Levítico capítulo 23 é a história da Igreja escrita de antemão.

5. A palavra ressurreição implica em ressurreição do corpo que morreu e foi sepultado, ou de alguma outra forma ficou retido aqui na terra. Se o corpo ressurreto não fosse o mesmo, isso não seria ressurreição. Seria uma nova criação, e o termo na Bíblia seria um absurdo. Os crentes ressuscitarão num corpo glorioso em vários sentidos (1 Co cap. 15), e os ímpios, num corpo desonroso, em que sofrerão pela eternidade (Mt 10.28). Os não-salvos farão parte da segunda ressurreição, a qual abrange todos os ímpios mortos, e ocorrerá ao findar o Milênio (Dn 12.2; Jo 5.28,29; Ap 20.5).

A igreja será arrebatada ao encontro do SENHOR, antes da Grande Tribulação, que é também denominada na Bíblia de “ira futura”. (Veja Mateus 3.7; 1 Tessalonicenses 1.10; Apocalipse 6.16,17).

6. Propósitos da vinda de Jesus. Segundo as Escrituras, Jesus virá para:
a) levar a sua Igreja para si (Jo 14.3);
b) consumar a salvação dos seus (Rm 13.11);
c) glorificar os seus (Rm 8.7);
d) reconhecer publicamente os seus (1 Co 4.5);
e) prender Satanás (Ap 20.1,2);
f) recompensar a todos (Mt 16.27);
g) ser glorificado nos seus (2 Ts 1.10);
h) ser admirado pelos seus (2 Ts 1.10);
i) revelar muitos mistérios que ora tanto nos intrigam (1 Co 4.5).


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