quarta-feira, 8 de abril de 2015

Perto ou Intimo do Mestre?


"Quem eram os doze (12) discípulos/apóstolos de Jesus Cristo?"

A palavra “discípulos” se refere a um “aprendiz” ou “seguidor”. A palavra “apóstolo” se refere a “alguém que é enviado”. Enquanto Jesus estava na terra, os doze eram chamados discípulos. Os 12 discípulos seguiram a Jesus Cristo, aprenderam com Ele, e foram treinados por Ele. Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, Ele enviou os discípulos ao mundo (Mateus 28:18-20) para que fossem Suas testemunhas. Eles então passaram a ser conhecidos como os doze apóstolos. No entanto, mesmo quando Jesus ainda estava na terra, os termos discípulos e apóstolos eram de certa forma usados alternadamente, enquanto Jesus os treinava e enviava para pregarem.

Os doze discípulos/apóstolos originais estão listados em Mateus 10:2-4: “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu”. A Bíblia também lista os 12 discípulos/apóstolos em Marcos 3:16-19 e Lucas 6:13-16. Ao comparar as três passagens, há algumas pequenas diferenças. Aparentemente, Tadeu também era conhecido como “Judas, filho de Tiago” (Lucas 6:16). Simão, o Zelote também era conhecido como Simão, o cananeu. Judas Iscariotes, que traiu Jesus, foi substituído entre os doze apóstolos por Matias (veja Atos 1:20-26). Alguns professores bíblicos vêem Matias como um membro “inválido” para os 12 apóstolos, e acreditam que o apóstolo Paulo foi a escolha de Deus para substituir Judas Iscariotes como o décimo segundo apóstolo.

Os doze discípulos/apóstolos eram homens comuns a quem Deus usou de maneira extraordinária. Entre os 12 estavam pescadores, um coletor de impostos, um revolucionário. Os Evangelhos registram as constantes falhas, dificuldades e dúvidas destes doze homens que seguiam a Jesus Cristo. Após testemunharem a ressurreição e a ascensão de Jesus ao Céu, o Espírito Santo transformou os discípulos/apóstolos em homens poderosos de Deus que “viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6). Qual foi a mudança? Os 12 apóstolos/discípulos haviam “estado com Jesus” (Atos 4:13).

Vivenciando a Intimidade

Entre os discípulos/apóstolos notamos ao ler nas Sagradas Escrituras que Pedro (Jo 1.42), João e Tiago (Mc 1.19) viveram experiências extraordinárias com Jesus.

Em Marcos 5:35 e 37, Jesus não permitiu que ninguém estivesse junto, a não ser Pedro, Tiago e João. Isto demonstra o quanto Jesus tinha experiência em particular para ministrar aos três.

Em Mateus 14:24, 28 e 29, Jesus estava andando sobre o mar, pois Ele tinha autoridade sobre todas as coisas. Os discípulos estavam lutando, o vento estava contrário às ondas, indo contra o barco. Porém Pedro não se conformou só na libertação, ele queria a mesma autoridade de Jesus e foi buscá-la e, assim, Jesus o fez andar sobre as águas também. O mundo espiritual interfere no mundo material quando se busca conhecê-lo profundamente.

A Bíblia nos diz que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, aquilo que Deus tem preparado para aqueles que o ama (I Coríntios 2:9 e 10). Porém Deus nos revela pelo Seu Espírito.

Deus tem grandes revelações a trazer para os Seus amados, porém há a necessidade de amarmos e buscarmos realmente para ter essas experiências.

Pedro, João e Tiago buscaram e viram o maior momento de Jesus como homem: a transfiguração. Os três foram levados em particular ao monte para orar. O objetivo deles não era apenas o de estar mais próximos de Jesus, mas de estar mais próximos dos Seus valores mais importantes, a comunhão com o Pai. Ali no monte viram as duas faces distintas de Jesus Cristo, o homem e o Deus. Quanto mais buscamos a intimidade de Deus, mais Ele se revela particularmente para nós. Os três viram Jesus glorificado e viram também Moisés, Elias e ouviram a voz de Deus falando em particular para eles: Este é meu Filho amado em quem me comprazo, a Ele ouvi. (Marcos 9:7)

Pedro, João e Tiago não eram diferentes dos outros discípulos, estavam sujeitos as mesmas paixões, tinham temperamentos que muitas vezes tinham problemas. Jesus chamou João e seu irmão Tiago de “filhos do trovão” (Mc 3.17). Porque será?

Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. “E nós lho proibimos”, disse ele a Jesus, “porque não seguia conosco” (Mc 9.38). Jesus replicou: “Não lho proibais… pois quem não é contra a nós, é por nós” (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).

Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).

Pedro era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Ele respondeu de imediato: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: “E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo…” Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.

É interessante observar que os três vivenciaram a intimidade do Cristo, diferentemente dos demais discípulos/apóstolos, não que os outros não fossem importantes, Jesus conhecia o potencial de cada um deles, entretanto aqueles que se aproximaram foram os que vivenciaram experiências extraordinárias ao lado de Jesus! 

A Bíblia nos convida a entrar na intimidade com Deus.


RRO

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