quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PURIM - 24 de Fevereiro de 2013 / Em Israel: 14 de Adar I 5773


Você já ouvi falar em Festa do Purim? 



Purim é uma das oportunidades em que o bom humor da comunidade sobe ao nível mais alto. Os acontecimentos que esta festa relembra tiveram um curso tão inesperadamente favorável que a sua simples recordação já tem efeito contagioso e produz nos judeus de todos os tempos o mesmo trasbordamento de júbilo que em sua época provocaram esses episódios entre os judeus de Pérsia.

    Purim, celebrado em 14 de Adar, comemora um episódio da vida hebraica na Pérsia, e sua heroína é Ester, esposa do rei Assuero. De extraordinária beleza, esta jovem cativara o monarca, que, ignorando sua origem judaica, a desposara. Ester se mantinha contudo, fiel a sua fé, graças a direção espiritual que sobre ela exercia seu tio Mordechai. Em virtude da denúncia de uma conspiração, Mordechai chegara a gozar da intimidade do rei, conquistando para si, assim, a inimizade e a inveja do primeiro ministro Haman. Para desfazer-se do judeu que detestava, não achou Haman melhor meio que despertar no rei a desconfiança contra esse povo espalhado e dividido entre todos os povos, cujas leis são diferentes das dos demais e obteve a autorização para fazer exterminar todos os judeus do reino num dia que se escolheria por sorte, e que veio a ser o 13 de Adar.

    Foi quando a intervenção de Ester salvou o seu povo. Induzida por Mordechai, revelou ao rei sua condição de judia e conseguiu a anulação do decreto fatal. Mas, não pararam aí as coisas: como  uma vingança sarcástica, ordenou o monarca que o maléfico ministro fosse pendurado na mesma forca que preparara para o judeu Mordechai, e que todos os sequazes de Haman fossem, igualmente executados.

    Purim tem seu nome da palavra Pur, que significa sorte, pois,  por sorteio escolhera Haman o dia em que haviam de cumprir seus sinistros desígnios.

COSTUMES - A MEGUILÁ - CELEBRAÇÃO RELIGIOSA

A Meguilá

    A história de Ester é relatada num livro da Bíblia, e aparece inscrita num rolo separado, a Meguilá, cuja leitura faz parte do cerimonial religioso de Purim.

    Não se acha especificada a data exata em que ocorreram esses fatos, porém, tratando-se de uma época em que os judeus constituíam uma minoria disseminada pelo reino persa, pode  ser situada no século V anterior à era atual.

    Figura notável do relato é a de Mordechai, judeu austero que conserva impoluta sua fé, apesar de viver na corte. Favorecido pela boa vontade do rei, não sonha, por um momento sequer, fazê- la valer em seu próprio benefício. Junto à sua sobrinha, serve- lhe de mentor espiritual e mantém desperta a sua consciência judaica. Não a deixa esmorecer ante o perigo e, a todo risco, obriga-a empreender a salvação de seu povo.

    De todos os livros da Bíblia, é este o único em que não aparece escrito o nome de Deus. Talvez resida a razão desse curioso detalhe em que, sendo um livro que incita à resistência e a auto defesa, traz implícita a moral: Ajuda-te e Deus te ajudará. Foi composto, de fato, durante a época do Segundo Templo, quando os judeus viviam em seu próprio país, como súditos de uma nação estranha; e a intenção que animou seu autor foi, sem dúvida, a de estimular em seus compatriotas o espírito de luta contra o senhor estrangeiro. Com o exemplo desse venturoso episódio de seu passado imediato, pretendia infundir em seus contemporâneos a confiança em suas próprias forças e a fé numa libertação próxima.

Celebração religiosa

    Precede a festa um dia de jejum, chamado jejum de Ester como recordação do perigo de vida que correram os judeus daquele tempo, nesse dia. O traço distintivo do ofício religioso de Purim é a leitura do livro de Ester - Meguilá - e a oração de Purim, de agradecimento pela milagrosa derrota de Hamán.

    Lê-se também o capítulo do Êxodo, que relata a luta contra os amalecitas, pois a tradição faz Haman descendente daqueles inimigos de Israel.

    É  uso desenrolar-se a Meguilá e dobrá-la em quatro, imitando a carta que Mordechai enviou a todas as províncias, proclamando, pela primeira vez, a festa de Purim na Pérsia. Sua leitura dá lugar a comentários buliçosos dos ouvintes. Quando se pronuncia o nome de Haman, ao começar o terceiro capítulo, a indignação das crianças se exterioriza em tocar  matracas, que se repetem toda vez que o detestado nome é mencionado.

    Mordechai convidou os judeus a dar esmola aos pobres, e hoje em dia ao entrar na sinagoga, na véspera de Purim, cada um deposita seu óbolo numa bandeja, e o dinheiro assim coletado se destina a obras de caridade.

TRADIÇÕES

    Entre a família, a celebração de Purim caracteriza- se por duas tradições, a saber: mishloach- manot e seudá.

a) Mishloach - manot

Costuma-se mandar presentes aos familiares e amigos, como doces, frutas, e sobremesas.

b) Seudá

Consiste em ingerir o vinho, como recordação dos banquetes de Assuero e Ester, essa bebida deve correr generosamente nas ceias de Purim. Atualmente, usa- se dar donativos pessoais, sob forma de dinheiro ou de artigos de primeira necessidade.

Por causa destes donativos chega também às casas humildes um pouco de alegria de Purim.

c) A ceia de Purim

Consiste em uma refeição de  caráter festivo, composta  de pão feito com passas, uvas e açafrão. Com a sopa são servidos os creplach, porém o prato predileto são os homentash, que são comidos por último, são doces recheados com uma mistura de mel e sementes de papoulas.

d) Festas

Festas e alegria são mencionadas na Meguilá. Costuma-se preparar celebrações festivas para comemorar Purim.

e) Fantasias

Atualmente comemora-se nas escolas Purim com a realização de uma festa de fantasia, podendo também usar máscaras.

f) Máscaras

O uso de máscaras teve origem na França, onde usava-se máscaras de personagens bíblicos.

SÍMBOLOS

Os símbolos de Purim são:

Purim: Símbolo de festa de libertação judaica.

Leitzan: palhaço

Oznei-Haman: doces

Raashan: Reco-reco

Masechá: máscaras

Depois de ler essas informações você com certeza verá que o povo de Deus é festivo, ao contrário do que muitos pregam sobre "santidade", é bom lembrar que Israel tanto no Velho como no Novo Testamento eram festeiros, porque Deus instituiu suas festas.

Infelizmente deturpamos o verdadeiro significado "santidade", alias alguns poderão até dizer que isso é para o povo de Israel, tem a ver com a lei, etc, mas então fica uma pergunta, se isso é para Israel e não tem significado para a Igreja, então o dizimo também não tem, já que faz parte da lei, não é mesmo?



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